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sábado, 22 de setembro de 2012

Sem título

Foto: Clip Woman in Chains, Tears for Fears

O que pode existir entre um homem e uma mulher?
Pode existir ternura e carinho... trocas de olhares...
Pode existir tesão e algo mais...talvez Amor??
Pode existir uma amizade gigantesca em tons de cinza,
Mas acima de tudo... pode existir cumplicidade e afeto.

domingo, 15 de julho de 2012

BORBOLETAS AZUIS

Foto: manicomunicacao.blog

Autora: Ana Paula Damasceno de Aguiar

Eu queria ter a sua leveza,
Misturada com a pureza da sua alma.
Uma alma tão azul quanto o oceano calmo.
Queria ter asas longas e fortes...
Que fossem capazes de me levar para longe daqui.

Oh, anjo azul...
Me leve pra junto de ti.
Me deixe sobrevoar os céus escuros pela tempestade.
Me deixe absorver o seu calor...
Deixe-me permanecer na sua graça,
Até que a última pena da sua asa caia...

Sinto o vento suave ao meu redor.
Ele me faz lembrar das suas carícias de outrora.
Eu sinto tanto a sua falta!
Sinto que perdi uma parte enorme de mim
Quando você alcançou os sete céus.
Quando você deixou para trás uma mortal que o amava,
Como amava as cores azuis das asas de uma borboleta.

domingo, 13 de novembro de 2011

Àquelas últimas palavras


Autora: Ana Paula Damasceno


O que eu poderia dizer?
“Francamente, eu lamento...”
Eu poderia ser tão impócrita?
Eu poderia fingir que vc nunca foi importante pra mim?
Elas continuam presas na minha garganta...
Como se fossem um doce veneno,
Fazendo o seu trabalho.
Oh, tudo isso está me matando.

Querido, eu deveria esquecê-lo,
Mas não consigo mandá-lo embora da minha vida.
A porta que eu abri pra vc, não pode ser fechada.
O que eu posso fazer?
Se fosse a última coisa que eu falaria antes de morrer....
Eu diria que vc é cruel, e que te quero longe.
Mas... ao mesmo tempo, eu estaria destruindo o meu coração.
E vc sabe bem como me fazer implorar.
Seu amor me manchou...e vc quer apenas me fazer esquecer?
Oh, baby, apenas me deixe partir!

domingo, 21 de agosto de 2011

Convite


Autora: Ana Paula Damasceno

Sinos tocam em minha cabeça;
As portas do inferno abrem-se num convite.
Ele está parado na porta do mausoléu...
Um convite afirmativo?
Um convite insano?
Um sorriso sarcástico no rosto.


Meu amor contra suas balas...
Sonhos se mesclam em trevas...
Cheiro de rosas...
Rosas mortas.
Os sinos ficam ferozes;
Ele esboça um sorriso inocente.
O convite está aberto.


Ele deseja me entreter?
O vestido é apropriado?


Seus cabelos negros brincam com o seu rosto,
Seus olhos verdes imploram...
Eu deveria aceitar?
Ele começou a andar de um lado para o outro.
Parecia rugir.


O convite está se encerrando,
Nesta hora eu parei de pensar;
Aceitei o convite.
Não importa se esse caminho não tiver volta...
Se ele continuar comigo.

Sua maçã


Autora: Ana Paula Damasceno

Não me diga adeus novamente.
Eu não agüento mais vê-lo partir!
Eu não agüento mais sofrer por você!
Eu não posso continuar me escondendo
Por trás de antigos contos de fadas.

Eu nem sei aonde foi que eu perdi minh´alma...
Eu apenas me encontro em você!
Eu não entendo porque Deus separou
A Luz das Trevas.

Eu gostaria de saber onde você esteve
Que não me viu cair.
Eu gostaria de tentar com você,
Mas a ignorância é o pior sacrifício.
E eu continuo neste abismo.

Meu erro...
Meu erro foi deixá-lo sem guarda.
Meu erro foi ver beleza no silêncio.
Agora estou ciente disso...
Mas eu apenas queria continuar sendo a minha Alice...
Para sempre e sempre.

Choro da Lua


Autora: Ana Paula Damasceno


Ela está no céu negro;
Suas amigas não a iluminam mais...
Ela deseja tanto um encontro com alguém...
Suas lágrimas são cintilantes.
Ela é pura em todas as suas fases.

Ela continua lá...
As nuvens não a deixam ver.
Seu choro é silencioso,
Um cântico para minh´alma fúnebre.
Eu canto para ela todas as noites...
Mas ela reclama
Que os sete ventos não a deixam escutar.
Seus olhos estão vermelhos agora.

Ela volta a reclamar:
“Transforme meu amor...
Transforme meu amor em ódio.”
Ela deseja que alguém ilumine suas noites.

Oh, bela amiga!
Meu canto não aquece a ti!
Suas lágrimas são minhas agora...
Porque você foi tudo o que eu queria ser um dia.
Ela nunca me escutará!

O choro da Lua
Nunca cessará...
Minha cicatriz nunca cicatrizará...
Meu amor...
Meu amor nunca se transformará em ódio.

Gotas de um amor proibido


Autora: Ana Paula Damasceno

Eu não queria que tudo acabasse.
Cercada pelos meus bichos da seda
Continuo transtornada.
A chuva bate a mais de quatro dias na minha janela.
Queria correr até o nosso esconderijo secreto.
Queria que tudo o que você tinha me dito...
Fosse verdade.
 
Por onde eu ando vejo guerras
E decepções de milhares de pessoas.
Mas... eu não posso mudar,
Só transgredir regras.
Se quiser meu amor o aceite
Com todos os defeitos que ele tem.
Me aceite com todos os meus erros.
Eu nunca disse que não me importo.
Mas me desespero pensando em ficar só.
Meu coração vai reclamar “você”
 O tempo todo... não dificulte as coisas.
Pare de ver apenas o seu lado,
Veja o meu!
Respire a minha dor!
Eu estou pedindo que você me sustente
Em seu abraço de aço
E não me deixe sair.
Não deixe que a dor me toque.
Afaste as minhas lágrimas,
Assim como afastou a minha razão.
Me ame até a última gota dessa chuva.

Dedicado à: Uzma Aslam Khan,
Autora do livro: “Transgressões”

A Morte


Autora: Ana Paula Damasceno

Oh, venha me levar!
Oh, corra o mais que puder!
Me leve à terra dos mortos!
Rompa-me em partes
E conduza-me ao meu fim.

Toque-me com dedos gelados.
Ouse provar dos meus lábios.
Tire a imundice de minha alma.
Leve-me ao sonho de um amor negro.
Beba do meu sangue
E diga que me ama.