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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Contos de Horror do Século XIX

Foto do Livro.


Escolhidos por: Alberto Manguel.
Vários Tradutores.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2005.

   Não é de hoje que esse é um dos livros mais falados quando o assunto é contos de horror. Dizem que só as melhores histórias estão contidas nesse volume, e foi uma pena eu ter achado só bom. Alguns contos eu realmente gostei muito, mas outros eu achei bom, razoável até. Ou talvez essa sensação negativa que eu tive com esse livro seja porque criei expectativas demais em cima dele. Achei que seria maravilhoso, e não foi bem assim. Mas ainda bem que gostamos de coisas diferentes, e o que eu possivelmente achei ruim, vocês podem achar maravilhoso. Vou contar um pouco sobre alguns contos que eu realmente gostei e achei que valeu a pena a leitura.

   "A mão do Macaco" de W.W. Jacobs é um clássico e eu já havia lido várias vezes e várias adaptações desse conto. É aterrador fazer um pedido e tê-lo satisfeito. E convenhamos, às vezes é melhor não ter tudo. 

   "A Família do Vurdalak: Fragmento inédito das Memórias de um desconhecido - Aleksei Tolstói. Poucas vezes um conto sobre mortos vivos foi tão obscuro e medonho. Gostei muito do jeito que o autor abordou esse tema do "vampirismo". E principalmente gostei daquela sensação de cidadezinha isolada.

   "O Cone" de H. G. Wells foi sensacional. A vingança pode vir num simples surto de raiva incontida. Principalmente se você se sentir traído por sua mulher e seu amigo.

   "Os lábios" de Henry St. Clair Whitehead. Quando você é um homem cruel e que gosta de torturar escravos de todas as formas, sente-se traído quando uma "maldição" parece tomar conta do seu corpo.

  "O chinago" de Jack London. Quando se tem inocentes sendo punidos por um crime que não cometeram, qualquer um deles pode perder a cabeça.

   "Melück Maria Blainville, a profetisa particular da Arábia" - de Achim Vin Arnim. Esse foi um achado! Muito bom, com uma história redondinha. Quando uma mulher misteriosa decide "roer" seu coração é melhor estar preparado.

   "Bárbara, da Casa de Grebe" - Thomas Hardy. Quando uma jovem ingênua, mas de uma família abastada, decide se casar só pela beleza angelical de um homem; problemas surgiram o tempo todo. 

   Esses foram alguns dos que mais gostei, é claro que tem um conto do Poe e uma novela de Henry James que eu gosto muito, mas que são muito falados e eu não preciso me prolongar por aqui. Leiam, vocês vão gostar de alguns contos. Talvez não os mesmos que eu gostei, mas de outros. 


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Só Garotos

Fotos do livro.


Autora: Patti Smith.
Tradução: Alexandre Barbosa de Souza.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2010.

" Antes de se tornar famosa, a poeta e performer Patti Smith dividiu a cama, a comida e o sonho de ser artista com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, a quem prometeu escrever este livro, pouco antes que ele morresse.
   Nestas memórias afetivas, Patti alinhava fotos, bilhetes e histórias extraordinárias para narrar os anos de aprendizado do casal que atravessou os altos e baixos da efervescente Nova York dos anos 60 e 70 e se tornou ícone de muitas gerações."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro: 

   Patti sabe escrever e contar uma história como ninguém. É o dom dela. Conforme passeamos por sua vida acabamos emocionados em várias partes desse livro, em cada situação de dificuldade que ela passou e em cada momento de íntima felicidade. Descobrimos sua infância difícil, seus empregos fabris, seu amor pelo rock, suas poesias, canções, seus amores, principalmente um amor: Robert. Patti o conheceu por acaso durante uma busca por seus amigos quando mudou-se para Nova York, mas não foi por acaso que eles se amaram. E tiveram uma cumplicidade e um carinho que dificilmente as pessoas conseguem ter. 

   O talento e a criatividade que esses dois descobriram juntos foi enorme. As pessoas que eles conheceram: Hendrix, Janis Joples, Jim Morrison, e muitos outros. Um hotel cheio de artistas onde eles moraram. Ah, gente, tudo nesse livro é muito tocante. Ela soube nos contar, através dessa narrativa, o quanto eles se amaram e se respeitaram. E acredito que vocês irão gostar dessa experiência de leitura tmb.


terça-feira, 21 de março de 2017

Contato

Fotos do Livro.


Autor: Carl Sagan.
Tradutor: Donaldson M. Garschagen.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2008.

" Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radio-telescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do universo. 
   Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações - menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan nos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Sempre ouvi falar muito bem dos livros escritos por Carl Sagan, mas toda vez que ia comprar livros, o esquecia completamente. E só comprei dessa vez, porque na hora de fazer uma busca por livros de ficção científica, "Contato" estava em primeiro lugar. Pensei: "Por que não? Já estou enrolando para ler faz tempo." E comprei. Quando li, percebi a importância desse livro não só pra mim, mas para outras mulheres, principalmente mulheres que amam "ciência" e que querem seguir com a carreira profissional nesse setor. A importância de lermos um livro deste tipo tendo como protagonista uma mulher que conseguiu chegar tão longe profissionalmente, como a Ellie chegou, é um incentivo para jovens mulheres tentar conquistar seus próprios sonhos. Além de alertar sobre o machismo nesse tipo de ambiente e nos mostrar que quando acreditamos em algo, podemos sim conseguir conquistar qualquer coisa se formos fiéis a nós mesmos. 

   O começo da narrativa vai nos mostrar quem é Ellie Arroway através de vários vislumbres da vida dela desde a infância. Suas primeiras paixões, seu amor pelas estrelas, o fato dela gostar de consertar coisas, e principalmente seu amor pela matemática. Ellie se torna uma profissional reconhecida e sua maior curiosidade era saber se realmente existia alguma vida inteligente naquele universo imenso. Ela não tem medo de falar o que acha, de demostrar seus ideais e de correr atrás de qualquer projeto que lhe interessar. Mas o legal é que o autor não nos mostrou uma pessoa perfeita, Ellie tem defeitos e isso também fica evidente durante a história. Ela tem uma mãe doente que ela nunca visita, e outras coisas que ela mesma fala sobre si, mas isso é perto do final da história. E isso tudo faz Ellie ser além de brilhante, humana. 

   Um sinal é captado vindo do sistema de Vega, uma longa sequência de números primos começa a ser transmitida para o Planeta Terra. Ellie é designada para descobrir qual é a mensagem e de onde ela está sendo emitida. E esse é a pequena ponta de um iceberg na vida da doutora. Inúmeros profissionais trabalhando juntos, uma série de discussões religiosas, países formando alianças, uma suposta máquina para ser construída e várias informações científicas. Onde tudo isso irá levá-la? 

   O que eu mais gostei nesse livro é que nada ocorre de um dia para o outro, tudo é muito discutido, personagens acertam e erram na mesma proporção, a carga científica do livro é um pouco densa no começo, mas depois você vai tirar de letra. E depois desse livro você nunca mais vai pensar em "alienígenas" da mesma forma.

   Recomendo a leitura.