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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Coração Satânico

Fotos do Livro.


Autor: William Hjortsberg.
Tradução: Carla Madeira.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2017.

" Coração Satânico se passa em Nova York, em 1959. Harry Angel é um detetive particular contratado para encontrar Johnny Favorite, um músico famoso que desaparecera após a Segunda Guerra Mundial. Psicologicamente transtornado com os campos de batalha, Johnny retornaria aos Estados Unidos em estado catatônico. Dias depois, ele some do hospital de veteranos, sem deixar rastros. O caso leva Harry Angel a se envolver com seguidores de magia negra, assassinos e um cliente que não ousa perdoar velhas dívidas.
   A história seria consagrada mais uma vez em 1987, quando Coração Satânico ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida por Alan Parker, com Mickey Rourke e Robert De Niro nos papéis principais. O sucesso do filme em todo o mundo apresentou Hjortsberg a novos leitores, mas infelizmente os brasileiros estavam a muito tempo sem acesso a sua verdadeira obra-prima. Dois anos antes, o autor já havia escrito o roteiro de A Lenda (1985), filme de fantasia dark dirigido por Ridley Scott, com Tom Cruise e Mia Sara."
   Resumo nos sites de venda.



O que eu achei do Livro:

   Não é a primeira vez que eu leio Coração Satânico, essa é a segunda vez, e confesso que eu gosto muito da história, mas detesto o personagem principal. Talvez porque eu o acho muito escroto, apesar de ser esperto, principalmente para fugir de cenas de crimes. E olha! É uma das coisas que mais tem nessa trama: assassinatos e magia negra. E das bravas! O mais incrível nessa história cheia de coisas obscuras e demoníacas é o seu final. O autor joga várias pistas para a gente sobre o que está acontecendo, mas quem disse que percebemos? 



   Não vou falar muito sobre a história em si, até porque eu acho que o resumo dele em sites de vendas é bem fiel ao que encontramos ao ler essa obra. Mas saibam que vale muito a pena a leitura. Recomendo.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Wytches

Fotos da HQ.


Roteiro: Scott Snyder.
Tradução: Érico Assis.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2017.

" Quando uma família se muda para a remota cidade de Litchfield, em New Hampshire, para escapar de um trauma assombroso, está confiante em recomeçar a vida. Mas algo maligno e impiedoso está esperando por eles na floresta vizinha. Observando das árvores. Algo secular... e faminto."
   Resumo na HQ.



O que eu achei da HQ:

   Eu gostei bastante, parece que estamos assistindo um filme de terror, daqueles que são bons. Porque ultimamente os filmes de terror são só mais do mesmo. No caso da HQ as bruxas são bem diferentes do que estamos acostumados a ver pela literatura à fora. Elas não são bonitas, muito menos humanas, atacam sem dó quando alguém é jurado à elas. Não perdoam e nem voltam atrás. E acreditem, a maldade humana está bem entranhada nessa história. Um bom quadrinho, com drama familiar e muitas pitadas de sobrenatural. 

Fragmentos do Horror

Fotos da HQ.


Autor: Junji Ito.
Tradução: Akemi Ono.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2017.

" Um rapaz literalmente perde a cabeça para uma taróloga. Uma antiga mansão de madeira que excita um de seus habitantes. Uma aula de dissecação com uma paciente bastante incomum. Uma visita de um estranho pássaro negro transforma a vida de um homem acidentado nas montanhas. Passando do aterrador ao cômico, do erótico ao escatológico, essas histórias surreais mostram o esperado retorno de Junji Ito ao mundo do horror."
   Resumo na HQ.



O que achei da HQ:

   Eu confesso que gostei bastante de todas as histórias. Achei algumas bem malucas e outras com um desfecho sensacional. Acredito que o resumo no livro é bem fiel em descrever alguns contos e acho que todos deveriam ler, porque é maravilhoso. Vocês vão gostar do que o Junji Ito tem para nós. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Edgar Allan Poe + Filmes + Vincent Price

Foto do Livro + Meu Edgar e seu bichinho de estimação Nevermore by Leyla Buk.


Medo Clássico. (Vol. 01)

Editora: Darkside Books.
Ano: 2017.

" Edgar Allan Poe: Medo clássico - Volume 1

O mestre do terror ganha sua edição definitiva. Nunca mais houve um autor como Edgar Allan Poe. Nunca mais haverá uma edição como esta.

Edgar Allan Poe: Medo Clássico é uma homenagem ao mestre da literatura fantástica em todos os detalhes: da capa dura à tradução primorosa, além das belíssimas xilogravuras do artista gráfico Ramon Rodrigues.



Pela primeira vez, os contos de Poe estão divididos por temas que ajudam a visualizar a grandeza de sua obra: a morte, narradores homicidas, mulheres etéreas, aventuras, além das histórias completas do detetive Auguste Dupin, personagem que inspirou Sherlock Holmes.


Edgar Allan Poe: Medo Clássico apresenta ainda o poema "O Corvo" na sua versão original em inglês e nas traduções para o português de Machado Assis e de Fernando Pessoa, além do clássico ensaio sobre o poema, "A filosofia da composição". O livro traz ainda o prefácio do poeta francês Charles Baudelaire, admirador do autor e seu primeiro tradutor na França."
   Resumo do Livro em Sites de Compras. 



O que eu achei do Livro: 



   Leio os contos escritos pelo Edgar há nos, desde que eu tinha apenas doze anos de idade. E o engraçado é que eu nunca enjoei de lê-los ou perdi o interesse pelo autor da obra. Esta edição não traz todos os contos ou poemas do autor, traz um conjunto deles separados por tema, por exemplo: há contos sobre narradores homicidas, mulheres etéreas, Detetive Dupin, entre outros, incluindo o poema O Corvo no original e mais duas traduções dele para o português. Essa edição também contém xilogravuras para cada conto, uma introdução pela própria editora, um texto sobre o autor por Charles Baudelaire e fotos no final do livro mostrando a casa onde Edgar residiu. Provavelmente a editora Darkside Books vai publicar um ou mais volumes para compôr a obra completa dele aqui no Brasil. 



   Como eu já conhecia os contos, nenhum foi uma surpresa para mim. Mas adorei revisitar tudo, só não vou fazer mini resenha aqui sobre eles porque são curtinhos a maioria e o legal é ler cada um deles de uma vez, sem saber do que se trata, esperando por surpresas a cada linha lida. Recomendo muito o livro, eu vou tentar comprar alguns livros sobre a obra do Edgar publicados por outras editoras para indicar para vocês aqui também.



Indicações de Filmes baseados na obra do Mestre:

  Filme: Os Assassinos da Rua Morgue.
  Direção: Jeannot Szwarc.
  Ano: 1986.

Foto: Cena do Filme.


   Esse filme não é muito fácil de se achar, mas quem encontrar é uma boa pedida. Ele foi baseado no conto "Os assassinatos na Rua Morgue", que nos relata uma investigação feita pelo detetive Dupin, um homem com a capacidade para o raciocínio acima da média. É claro que esse filme difere um pouco da obra em que foi baseado, já que Dupin, no filme, é um investigador aposentado rabugento, com uma filha que está noiva de um sujeito detestável, e com um sobrinho que o idolatra. Os crimes e a investigação feita por Dupin e seu "ajudante" é bem próxima do que foi relatado no conto e é bem legal assistir isso. Imaginar "aquele" assassino específico fica bem mais real no filme. Recomendo. 

   Filme: O Corvo.
   Direção: James McTeigue.
   Ano: 2012.

Foto: Cena do Filme.


   Esse filme nos traz Edgar Allan Poe, com vício em bebida e muito apaixonado por uma mulher, que é impossível para ele. Edgar está com dificuldade de publicar seus contos nos jornais e a coisa piora quando um assassino comete crimes inspirado pelos seus contos. O que parecia loucura fica ainda pior quando o assassino rapta a mulher por quem ele tem adoração. 
   Achei esse filme bem legal e recomendo muito.

   Vincent Price: 

   Filme: O Corvo.
   Direção: Roger Corman.
   Ano: 1963.

Foto: Cena do Filme.


   É claro que eu não podia deixar de citar aqui algum filme baseado numa obra do mestre sem falar em Vincent Price. Vincent é famoso por ter interpretado inúmeros filmes de horror / terror, boa parte inspirado nas obras de Edgar Allan Poe. É claro que esse filme em questão aqui é aquela típica comédia de horror baseado no poema "O Corvo". Só que esse bichinho, que bate no umbral da janela, é capaz de falar mais do que "Nunca Mais", e é um conhecido do Dr. Erasmus, Vincent Price, que acabou sendo transformado em um corvo. E tudo isso só piora quando Erasmus decide combater o inimigo, Dr. Scarabus, principalmente por ter roubado sua amada Lenore. 

   É claro que esse é só um dos filmes que eu gosto e que teve a atuação do Vincent Price, tem outros filmes baseados na obra de Edgar. 

   Espero que vocês tenham gostado e que leiam, assistam e curtam muito essas indicações. Ler os contos de Edgar Allan Poe sempre vale a pena. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Frankenstein + Filmes + Projeto Literário: Penny Dreadful

Fotos do Livro.


Medo Clássico. 

Autora: Mary Shelley.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2017.

"   Duzentos anos após sua criação, Frankenstein continua vivo – e mais atual do que nunca. Conheça a história original, com toda a sensibilidade e o terror que o cinema nunca conseguiu mostrar. 
   Um cientista obcecado que desafia as leis da natureza e põe em risco a vida daqueles que ama. Uma criatura quase humana que deseja ser um de nós, mas só encontra medo, ódio e morte pelo caminho.      A obra-prima de Mary Shelley que deu origem ao terror moderno está de volta, numa edição monstruosa como só a DarkSide Books poderia lançar: capa dura, tradução primorosa, ilustrações inéditas do artista brasileiro Pedro Franz, além de quatro contos extras que versam sobre o mesmo tema do romance. Impresso em duas cores: preto e sangue. 
   Um livro que todos deveriam ler e reler ao longo da vida. A edição definitiva para se guardar para sempre."
Resumo do livro em sites de vendas.




O que achei do Livro:

   Não tem como falar em Frankenstein e não vir imediatamente a nossa mente a imagem de uma criatura desfigurada e amargurada, um ser que não teve uma dose de amor e que ousou confiar na humanidade. E logo depois vem a imagem do médico obcecado e cheio de certezas, que ousou superar a morte e a dar vida para um ser feito de partes mortas. Esse é um caso onde a Obra superou sua Criadora. Primeiro lembramos do Criador e a sua Criatura, depois da Autora que deu vida à essa obra. 

   Essa edição está maravilhosa, pois além de trazer a última versão da história escrita por Mary Shelley, traz também mais quatro contos escritos por ela, nota introdutória, mini biografias e ilustrações sensacionais. O livro é capa dura, com fitinha de cetim para marcar as páginas.  



   Quem é Frankenstein: "o médico ou o monstro"?

   Antes que vocês me digam que essa pergunta não tem cabimento, vou ressaltar que isso não é verdade. Não sei se é um erro por causa dos filmes ou informações trocadas, mas tendemos a achar que "Frankenstein" é o nome do monstro-criatura, e isso não é a verdade. O médico chama-se Victor Frankenstein, quando ele consegue fazer com que a vida supere a morte e cria um ser humano feito de partes de corpos mortos, ele fica horrorizado com o que criou e "aborta" a sua criação, não dando nome algum a nova espécie. 



   Quem é o mais humano nessa história?

   Começamos a narrativa com um punhado de cartas de R. Walton para sua irmã Margaret, contando seus desafios e suas tristezas para conseguir chegar ao Polo Norte. Seus tripulantes estão desanimados e o frio é cortante e intenso. E é assim que ele acaba encontrando um homem febril e delirante, chamado Victor Frankenstein. Que ao descobrir a loucura que rodeia os pensamentos de Walton, decide relatar toda a sua transgressão para ele, como uma forma de fazê-lo desistir da estúpida ideia de perder todas aquelas vidas de bons homens por nada. Por uma ideia, um capricho. 

   Victor conta sua história desde a infância, os tempos felizes com sua mãe, seu pai, seus irmãos e com sua adorada Elizabeth, uma órfã adotada pela sua família quando não passava de uma garotinha. Como foi uma criança feliz e como com o tempo tornou-se dedicado demais com certos estudos. Aos dezessete anos ingressou na Universidade de Ingolstadt, depois de perder sua mãe para a escarlatina. Esse episódio fixa-se na sua mente, e ele mergulha de vez nos estudos para que de alguma forma ele vença a morte. 



   De aluno cheio de ideias antiquadas, passa a ser um dos melhores cérebros da Universidade, o mais dedicado e o mais inteligente. Mas a ideia de vencer a morte está cada vez mais enraizada na sua cabeça, e ele decide roubar corpos para que assim consiga criar a criatura perfeita. Um ser que nunca morreria. Um filho. Só que ao olhar para a criatura desfigurada com mais de dois metros que ele mesmo criara, Victor fica horrorizado, e abandona-o sozinho, sem ajudá-lo a entender quem e o que era. Assim começa o ódio entre os dois.

   A criatura sentia-se abandonada, um aborto mal sucedido, não conseguia nem encarar-se em um espelho d´água. Não sabia falar, só emitia sons, não sabia o que era e para onde ir, tinha medo dos homens, principalmente por se mostrarem incapazes de entendê-lo e amá-lo. Por mais que seja um homem feito, a criatura é como se fosse uma criança. Precisava de ajuda para tudo, não sabe o que é bem ou mal, não tem um limite. Sabe que ama, mas não entende esse sentimento muito bem. Amor e ódio nunca estiveram tão tênues em alguém, como nele.



   A sensação que temos quando lemos esse livro é de duplicidade, às vezes entendemos e perdoamos Victor, outras vezes o odiamos e o condenamos por rejeitar e abandonar totalmente a própria sorte alguém incapaz. Sofremos também com a criatura, e também ficamos horrorizados com a noção de justiça que ele tem. Há momentos e momentos.

Contos Imortais:



   Essa edição, publicada pela Darkside Books, traz quatro contos sobre a imortalidade escrito pela própria Mary. O que achei muito legal, principalmente porque eu não conhecia nenhum desses contos. O meu favorito foi "Transformação", mas eu não vou citá-los aqui em um mini resumos, porque acho que deve ser lido sem saber de nada das histórias.

***

3 Dicas de Filmes baseados nessa Obra:

Filme: Frankenstein de Mary Shelley.
Direção: Kenneth Branagh.
Ano: 1994.

Foto: Cena do Filme.


   Eu preferi assisti esse filme ao clássico, em preto e branco, por considerar esse mais fiel a obra do que o antigo. Aqui temos tudo, o início com a tripulação em um navio encontrando Victor Frankenstein e depois o médico contando a sua história de amor e perversão. Sem contar com aquele elenco de peso: Robert De Niro, Helena Bonham Carter, Kenneth Branagh, entre outros. 
   Recomendo muito que assistam, é sensacional.


Filme: A Noiva de Frankenstein.
Direção: James Whale.
Ano: 1935.

Foto: Cena do Filme.


   Eu amo muito esse filme, principalmente por causa daquela imagem da companheira para a criatura. É fantástica. Mas lembrando que esse filme não é de forma alguma fiel a obra de Mary Shelley, o filme abusa um pouco de elementos góticos, como um castelo, um doutor que faz miniaturas de pessoas e que obriga o Dr. Frankenstein a criar uma mulher monstro, entre outras coisas. 
   Vale destacar aqui a cena que eu mais gosto que é o início do filme, quando vemos um grupo de amigos: Mary Shelley, Percy Shelley e Lord Byron em uma reunião, durante uma noite chuvosa, para relatar contos de horror. No caso para que Mary faça uma sequência magistral do seu Frankenstein. 


Frankenstein: um clássico sombrio. BBC
Direção: Jed Mercurio.
Ano: 2007.

Foto: Capa do dvd.


   Não é meu filme favorito do gênero, principalmente porque tem algumas coisas que eu não curti muito. Mas a melhor parte é que uma mulher que ao lutar para salvar a vida de seu filho, acaba criando um monstro. Não temos um Victor, temos Victoria Frankenstein, e esse filme aborda como uma mãe é capaz de tudo para salvar seu filho. Tem partes boas, mas também tem cenas desnecessárias. 

Projeto Literário: Penny Dreadful:

Fotos: Cenas do Seriado.


   Penny Dreadful é um seriado que eu amo muito, e quem assistiu sabe o porquê. É um seriado que transborda de literatura e poesias, que reconta grandes clássicos do horror de forma original, muito bem desenvolvida, com exceção daquele final da terceira e última temporada, com uma trama rica e que soube muito bem interligar as vidas de personagens marcantes da literatura clássica de horror. 



   E foi pensando nisso que eu decidi colocar no blog, postagens sobre todos os livros, ou quase todos, em que o seriado foi baseado. E não tinha como começar de outro jeito que não fosse pela história de Frankenstein. E na minha opinião, Penny Dreadful tem a melhor caracterização do Frankenstein e sua criatura. O apartamento onde ele vive, como ele quer superar a morte, como ele é obcecado por isso sendo ainda tão jovem. Sem contar no relacionamento entre os dois: criador e criatura. Percebemos o ódio e a amargura que a criatura tem pelo seu "pai", como ele ama ler, como é inteligente e sensível, como ele tem a esperança de ser amado por alguém. Temos que destacar que a criatura é inteligente e foi autodidata, para que as pessoas parem de relacioná-la a um "zumbi": que não sente, não entende, não sabe conviver com a sociedade. 

   O mais legal de Penny Dreadful foi nos mostrar que "ser humano" é apenas uma questão de princípios. 


   Espero que vocês tenham gostado desse tipo de resenha e que leiam e assistam tudo sobre essa obra, que é tão rica e vital para a literatura clássica de horror. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Melhores leituras de 2016

   Sobre leituras eu não tenho do que reclamar esse ano, li tudo o que queria ter lido, não faço metas, detesto. É claro que li coisas muito ruins, mesmo, tanto que nem fiz resenhas para os piores livros. E li muitas coisas boas e fiz resenhas pra indicá-los pra vocês. Nessa postagem vou listar todas as melhores leituras do ano e falar um pouco do porque eu gostei tanto delas. 

01 - Duna - Frank Herbert.

Fotos dos Livros.


   Esse é o amorzinho da minha vida, não só o primeiro, mas os outros dois também. E falta mais três livros que compõe as crônicas de Duna, mas ainda não saíram. A editora Aleph, que publica esses livros aqui no Brasil, lançou metas de publicar o quarto livro esse ano de 2016 duas vezes, se não me engano, mas nada feito até agora. Dizem que 2017 publicarão, espero mesmo que o façam porque até agora eu não sei o que aconteceu com o  tipo de governo dos gêmeos. 
   Duna não é uma leitura fácil, é bem complexa. O primeiro livro, que é o que eu mais gosto, é bem difícil para entrarmos nesse mundo novo em que o autor nos joga. Todo o universo de Duna é diferente, o tipo de governo é outro, eles sofrem muito com a falta de água, existe bastante conspirações, a cultura nesse livro é muito marcante. Lembro que achei várias frases fortes e maravilhosas nesse primeiro volume. Amei os personagens, a história, tudo. Recomendo pra quem gosta de embarcar em novos horizontes e não tem medo de um vocabulário diferente. 


02 - Sandman: volume 01 (Edição Definitiva) - Neil Gaiman.



   Não tinha como não falar nessa HQ. Eu só quis ler porque toda a resenha que eu via as pessoas diziam que amavam, que era perfeita, e só elogios maravilhosos. De raiva, fui e li. E amei. Simples assim. Não tem como você não gostar da trama toda em que Neil Gaiman nos fala sobre Os Perpétuos. É diferente, os arcos narrativos são incríveis e só coisas boas. Ano que vêm a Panini vai relançar o volume 02 e 03. Aproveite e leiam. 


03 - Serial Killers: louco ou cruel? e Serial Killers: Made in Brazil - Ilana Casoy.



   Foram os melhores livros sobre esse tema que eu li. A Ilana sabe conduzir uma narrativa como ninguém. Ela não só nos fala sobre os crimes, como também nos mostra dados e fatos relevantes sobre eles. Não perca a oportunidade de embarcar nessa e a Editora Darkside, lançou agora em Dezembro o terceiro livro dessa escritora, o "Casos de Família".


04 - Os Frutos Dourados do Sol - Ray Bradbury.



   Pelo amor leiam esse livro! Os melhores contos que eu já li na minha vida estão todos lá. A narrativa de Ray Bradbury é maravilhosa. Os contos são curtinhos, mas mesmo assim eu me senti ligada com vários personagens. Tem um conto incrível sobre um homem que mata um conhecido e para escapar da polícia tenta eliminar qualquer vestígio que deixara dentro da casa. Conseguimos sentir a tensão naquele personagem conforme ele não se lembra se tocou em determinado ponto da parede, se deixou alguma marca em outro canto e por aí vai. Toda vez que me falam de contos, esse sempre me vem a cabeça.


05 - O Bebê de Rosemary - Ira Levin.



   Bom, nem vou falar muito porque ontem soltei uma resenha por aqui. É um livro tenso, dá muita raiva de alguns personagens várias vezes, a adaptação cinematográfica é muito boa, e eu só tenho elogios pra ele. Pelo menos no livro houve um vislumbre do bebê demônio.


06 - Ismália - Alphonsus de Guimaraens.



   O poema da minha vida; se vocês não sabiam disso, estão sabendo agora. Eu tenho esse poema inteiro decorado na ponta da língua. E a edição da Cosac Naify dessa obra é linda demais. As ilustrações tem tudo a ver com o poema. Se vocês não compraram, estão esperando o quê?


07 - Grandes Contos H.P. Lovecraft - Martin Claret. (Especialmente o conto: O medo à Espreita.)



   Eu li esse livro todo? Ainda não, estou lendo, por isso vou colocar aqui somente esse conto citado acima. Se houve uma pessoa que conseguia descrever o horror, essa pessoa é Lovecraft. A atmosfera na trama, os personagens bons e ruins, uma maldição que cercava uma família, muitos assassinatos de camponeses, e criaturas. Esse cara era incrível. Leiam, por favor.

08 - A Marca do Felino - Valerie Martin.



   Acho que esse foi um dos livros mais triste que eu li esse ano. A tristeza, a vida dura, companheiros errados das três personagens centrais do livro é intensa demais. Não tem como não gostar de alguma daquelas mulheres, não tem como não sofrer com elas. Procurem esse livro e embarquem na vida de Ellen, Camille e Elisabeth - a mulher gato de Saint Francisville.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Serial Killers: louco ou cruel? + Serial Killers: made in Brazil:

Fotos do Livro.


Serial Killers: louco ou cruel?
Autora: Ilana Casoy.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2014.

"A Darkside Books reabre os arquivos da maior especialista em serial killers do Brasil e publica a edição definitiva de dois best-sellers de Ilana Casoy - Serial Killers: Louco ou Cruel? e Serial Killers: Made in Brazil. Ilana Casoy é autoridade no que diz respeito a mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil. Para escrever Louco ou Cruel?, a escritora mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard, além de ter feito extensas pesquisas em livros e artigos de jornais e revistas para compor um inquietante roteiro de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem. Perturbador e por muitas vezes comovente, o relato de Casoy, escrito depois de rigorosa pesquisa em diversas fontes, nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiram imaginar."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Antes de mais nada eu não comprei o box, comprei os dois volumes separados, porque eu não curto livros enclausurados numa caixa, não me pergunte o porque, talvez eu ache que eles sofram de falta de ar. Eu sofreria. E segundo, a edição está maravilhosa: o papel é muito bom para ler, não reflete luz, a diagramação está boa, é brochura (gente, eu amo brochura, não fica fazendo aqueles rangidos que a capa dura faz), é cheio de fotografias e tabelas informativas e tem marcadores de páginas lindos com faquinha desenhada atrás e tudo. 

   Este livro traz vários casos de serial killers pelo mundo afora, então há loucos pra tudo. Mas antes de você mergulhar nos casos, existe toda uma apresentação do conteúdo, informações sobre o que é considerado um serial killers, a classificação deles, aspectos gerais e psicológicos, há uma parte super interessante sobre como funciona uma investigação no FBI e mais um monte de coisas. A autora não vai chegar e te jogar no meio de um banho de sangue e falar: "Se vira". Ela vai te explicar tudo passo-a-passo, o que eu achei muito legal. 

   Na parte dos casos apresentados neste livro, você encontrará fotos, os métodos deles, convívio social, quais eram os tipos de vítimas preferidas e mais um monte de coisas. E nisso eu achei bem melhor do que os livros: "Social Killers" e "Anatomia do Mal", publicados também pela Darkside Books. 

   Há pessoas que vão demorar para ler por causa da violência dos casos e há pessoas como eu que irão devorar esse livro. Eu queria saber como e por quê eles estavam fazendo aquilo e quando percebi tinha acabado o livro. 



Serial Killers: Made in Brazil.
Autora: Ilana Casoy.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2014.



" [...] Após o sucesso de Louco ou Cruel?, Casoy dedicou-se a uma pesquisa rigorosa para investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visita a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para compor um inquietante dossiê com rigor investigativo de como, por quê e com que métodos os serial killers brasileiros atuam."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Nesse livro já não há tanta informação antes, existe uma apresentação e depois os casos, mas acredito que seja porque ela já contou tudo no volume anterior. E confesso que há alguns casos neste livro que parecem piores do que o que li anteriormente. E se você acha que isso é coisa somente de outros países, devo dizer que está redondamente enganado, meu amigo.

   São poucos casos, mas eles estão dissecados de uma forma que você não precisará de mais nenhum exemplo. Ela vai nos contar a história de Preto Amaral, considerado o primeiro serial killer do Brasil, os crimes do Chico Picadinho, com direito a entrevista com ele + uma carta escrita por ele e enviada para a Ilana Casoy, autora desse livro. Traz também um dos piores casos que eu já li que foi "O Vampiro de Niterói", mais uma entrevista extensa com ele, então se prepare para quando for ler a parte que ele detalha os crimes cometidos. E mais alguns.

   Pra nós que gostamos desse assunto é um prato cheio (Devo informar que nessa frase eu senti o Hannibal em mim? Não, né?). E vai sair ainda esse ano, acho, mais um livro dessa escritora incrível e confesso que não vejo a hora de ler.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Social Killers + Ed e Lorraine Warren (resenha dupla)

Fotos do Livro.


Social Killers: amigos virtuais, assassinados reais.
Autores: R.J. Parker e J.J. Slate.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2015.

"Você realmente conhece todas aquelas pessoas listadas como seus amigos? Se o velho ditado 'quem vê cara não vê coração' for mesmo verdade, o que se pode dizer sobre todos aqueles avatares sorridentes que você adicionou? A realidade, ainda que virtual, pode ser bem mais assustadora que a ficção. Enquanto um vampiro precisaria ser convidado para entrar, um psicopata on-line não vai perder a oportunidade de entrar quando encontra janelas abertas. Cuidado com o que você curte. Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um livro assustadoramente verdadeiro. Seus autores, RJ Parker e JJ Slate, reúnem alguns dos casos mais angustiantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. Stalkers, predadores sexuais, assassinos, canibais, torturadores. A lista, infelizmente, não é pequena. E novas solicitações de amizade continuam chegando a cada dia."
  Resumo no Livro.



O que achei do livro:

   Eu gostei bastante de ler sobre todos os casos, é claro que alguns são bem curtinhos e pouco explicativos e outros um pouco mais detalhado. Esse livro não é tão detalhado quanto o outro sobre serial killers da mesma linha que essa - crime scene - lançado também pela Darkside Books. Há casos realmente pavorosos como um sobre canibalismo, outro sobre triângulo amoroso, uma mãe que fazia o filho ficar doente para obter fama na internet, e muita coisa mais horrorosa ainda. O pior foi descobrir que havia pessoas que se candidatavam para "morrer". Acreditem. Um bom livro, no bom sentido, se é que há algum. 


Ed e Lorraine Warren: demonologistas.
Autor: Gerald Brittle.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2016.

Fotos do Livro.


O que achei do livro:



   Bom, eu tenho certeza de que vocês sabem quem são essas pessoas e o porque desse título de demonologistas. Provavelmente já assistiram aos filmes Invocação do Mal e todos os seus derivados, e sabem que se algum demônio ou espírito estiver perturbando aí na sua casa, eles seriam perfeitos pra exorcizar tudo. Seriam, Ed já morreu e Lorraine é bem idosa agora. Vai ter que se virar sozinho, meu amigo, sinto informar.
   Mas falando sobre esse livro, tudo o que eu tenho pra falar é que quem vai realmente curtir essa história toda são pessoas que acreditam em tudo isso. Agora pessoas que não acreditam vão achar a leitura meio enfadonha. O livro vai abordar todos os detalhes de alguns dos casos mais famosos desse casal e como eles ajudaram aquelas famílias todas. Inclusive o caso Annabelle está nesse livro também. 
   Eu fui me cansando conforme lia, os casos se pareciam muito e eu percebi que não estava gostando tanto quanto achei que gostaria. Mas outras pessoas amaram. Daí vale o que você acha, se estiver curioso leia e veja se gosta por si mesmo.

sábado, 22 de outubro de 2016

Os Pássaros

Fotos do Livro.


Autor: Frank Baker.
Editora: Darkside Books.
Ano: 2016.

" Pássaros. Milhares, talvez milhões, sobrevoam Londres, de forma aparentemente inexplicável e sem sentido, onde parecem observar os habitantes da capital, que os consideram divertidos, se tanto um pouco estranhos. Enquanto as pessoas ainda tentavam entender o que faziam ali, eles começam a atacar; ferindo e até mesmo matando com tremenda brutalidade e violência. Seriam eles uma força da natureza ou uma manifestação sobrenatural? Ninguém sabe. A única certeza é que o objetivo dos pássaros é a destruição da humanidade e ninguém tem ideia de como impedi-los..."
   Resumo no Livro.



O que achei do livro:

   Primeiro que não vou comentar sobre o filme Os pássaros do Hitchcock, vou comentar sobre essa obra aqui que tenho em mãos e li, certo? A edição da Darkside está linda, o livro é em capa dura, com uma boa diagramação, vem com a fitinha de cetim preto para marcar páginas e tem pássaros na edição inteira. 

   A história começa com a filha do narrador, Anna, que vai transcrever a história dos pássaros que assolaram a City de Londres há muitos anos atrás, através da visão do seu pai. Como ela cresceu ouvindo a frase: "Antes da chegada dos pássaros" e depois um sermão, Anna quer saber a história inteira. O que aconteceu e como. Onde seu pai e sua mãe se encontraram nisso tudo? Ela pede que seu pai lhe conte tudo sobre isso e é isso que o idoso faz. Ele pede que ela escreva enquanto ele conta a história para que outras pessoas saibam como ocorreu a desolação de uma cultura inteira que ninguém mais fala a respeito. Principalmente depois que ele havia voltado àquele lugar e visto tudo destruído. Toda uma civilização morta.



   Ele vai começar a história quando tinha seus 20 anos de idade e vivia na City de Londres. Um lugar que fazia um calor infernal, onde viviam muitas pessoas, o transporte público era muito cheio - me lembra os dias de hoje, hein. - eles tinham outra educação e hábitos. A primeira coisa que a gente percebe ao ler esse livro é que ele odeia o seu serviço de  funcionário de seguro marítimo. Ele está de saco cheio e ao ter uma pausa no trabalho, ele percebe uma aglomeração de pessoas num determinado local onde um bando de pássaros estavam. Pássaros esses nunca visto antes por aqueles lados. O fato é que esses pássaros não estavam nem aí para os humanos ali, mesmo quando uma senhora joga comida para eles, nenhum se move para pegá-las. O pior nisso é quando eles voam e um deles começa a perseguir a senhora em questão. E o que acontece com ela? Morre, claro. Só que ninguém acha que foi um pássaro, até porque não havia penas, nem nada. O único que acha que foi um deles é o nosso narrador. Ele fica tão obcecado com as aves que ao chegar em casa começa a entabular uma conversa com a sua mãe Lilian sobre eles. Ela não acha grande coisa, mas ele acha que algo vai acontecer, só não sabe explicar o quê. O engraçado da relação dos dois é que me lembrou bastante a relação do Norman Bates com a mãe, no livro Psicose. 



   Com o passar dos dias, quentes por sinal, os pássaros começam a causar incômodos na cidade: eles entram numa piscina e bebem a água, eles empoleiram-se nas árvores e começam a sujar todos os lugares com dejetos, tanto que nesse caso caçadores fazem uma emboscada para matar ao menos alguns desses pássaros, mas sem sucesso. Só causa mais mortes de pessoas e nenhum pássaro é atingido. O pior é quando eles bebem e sujam as águas dos reservatórios da cidade. As pessoas entram em pânico, mas fingem que vai passar, que o governo vai fazer alguma coisa a respeito. E aí só vai piorando. 

   As partes da história que falam dos pássaros e de como eles começam a incomodar e destruir a vida daquelas pessoas, não só da City de Londres, mas pelo mundo inteiro é incrível. As armadilhas que o governo e as pessoas tentam para aniquilar os pássaros tornam-se medonhas. E isso é a parte legal da história, sabe? Queremos saber o que são aqueles pássaros e porque eles se comportam assim. É legal também saber os costumes da época, é, mas aí é que está o problema. Eu gosto de saber o que o personagem está pensando, o que está sentindo, suas ideias, seus ideais e sua força. Mas você está falando sobre uma ação envolvendo os pássaros e pára subitamente para fazer uma descrição detalhada sobre a aparência da sua mãe e de sua relação com ela. Depois você fica páginas falando sobre como a falta de sexo agi na sua vida, como você está com seu corpo sensível e como você tem seus parceiros, que a maioria das pessoas como não podem fazer sexo antes de se casar, acabam tendo um lado homossexual e um lado heterossexual, e como ele fica frustrado somente com alguns beijos. Gente, eu senti tanto tédio, mais tanto tédio nessas partes que vocês nem imaginam. E isso porque toda vez que ele quer explicar algo, acontece uma quebra na narrativa. Queremos saber o que está acontecendo com aqueles pássaros, porque estão ficando maiores e se espalhando pelo mundo. O livro é bom, mas há partes assim que dá vontade de jogá-lo pela janela. Recomendo a leitura pelos pássaros.