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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Carmilla: A vampira de Karnstein + Dica de Filme:

Fotos do Livro.


Autor: Sheridan Le Fanu.
Tradução: José Roberto O´Shea. 
Introdução: Alexander M. da Silva.
Editora: Hedra.
Ano: 2010.

" Publicado originalmente na revista Dark Blue, em forma de folhetim, de 1871 a 1872, Carmilla é uma das mais célebres histórias de vampiro da língua inglesa e a primeira protagonizada por uma vampira. A densa atmosfera gótica dessa novela e o erotismo subjacente marcaram época e influenciaram toda a literatura vampírica posterior, sendo considerada a principal fonte de inspiração para o Drácula de Bram Stoker. A maestria de Le Fanu na reelaboração do mito, com base em suas pesquisas da tradição folclórica do leste europeu, fizeram de Carmilla uma das novelas góticas de horror mais populares do século XIX. O leitor conta neste volume com a primeira tradução integral e anotada, além de uma alentada introdução que revela não apenas a gênese desta obra mas as origens do vampiro na cultura popular e seus desdobramentos como personagem literária."
   Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   Bom, eu sempre ouvi falar sobre Carmilla, a vampira que consegue se transformar em um gato e que é lésbica. Mas eu nunca tinha lido o livro, há alguns meses eu assisti ao filme "The Vampire Lovers", primeiro filme de uma Trilogia baseada nesse romance de Le Fanu, produzida pela Hammer. Gostei muito do filme, principalmente porque eu gosto da atriz Ingrid Pitt, que interpreta a jovem vampira Carmilla. Por ficar curiosa sobre essa história comprei o livro e confesso que gostei bastante, principalmente porque contém uma introdução maravilhosa sobre a obra na primeira parte do livro. 



   Quem nos conta a história de Carmilla é uma mulher que sobreviveu as investidas dessa vampira, e que vai nos relatar como tudo se sucedeu durante esse tempo em que ela, seu pai e suas "tutoras" viveram com uma bela e estranha jovem mulher por algum tempo enquanto a mãe da mesma resolve um problema em algum lugar desconhecido por eles. 

   A jovem Laura e seu pai esperavam pela visita do general Spielsdorf e de sua sobrinha, mademoiselle Rheinfeldt para passar uma temporada com eles. Mas uma tragédia acontece e a jovem sobrinha morre de maneira estranha, e o general fica destroçado já que considerava-a como uma filha querida. Laura fica triste já que não teria ninguém para dividir seus dias com uma amiga, e uma tristeza imensa povoa toda a família naquele casarão imenso. E continuaria assim se uma estranha cena não acontecesse: uma carruagem estava sendo guiada velozmente por cavalos muito assutados. O pior acontece e a carruagem tomba num trecho da estrada, deixando todos muito assustados com essa tragédia. Enquanto alguns homens tentam controlar os cavalos, uma senhora e uma jovem em estado de choque conseguem sair de dentro da carruagem. O pai de Laura está prestando apoio as vítimas, e para a sua surpresa a mulher mais velha pede que eles abriguem a jovem em sua casa, porque ela precisaria seguir viagem já que se tratava de um assunto de vida ou morte. E com o desastre que havia acontecido ela não podia levá-la consigo. Laura implora ao pai para que a deixe cuidar da moça, já que ela parecia bem necessitada disso. E assim ela também teria companhia durante um tempo. 

   A jovem chamada Carmilla, além de ser de saúde "frágil" como sugeriu sua mãe, tinha também alguns hábitos estranhos, como: não conseguir dormir se não pudesse trancar a porta de seu quarto, ou de dizer frases apaixonadas para Laura sempre que podia. Frases estranhas. Além de mudar de humor drasticamente e às vezes por motivos bobos. Essas duas moças terão uma amizade bem peculiar; e com mortes de jovens mulheres ocorrendo no vilarejo próximo, uma aura de medo começa a rondar essa família.

   Gostei muito dessa história, amei todas as notas, eu não esperava que houvesse nenhuma, já que é uma edição de bolso. Tem muita coisa na história da Carmilla que lembra alguns momentos em Drácula, vemos aqui uma fonte de inspiração para a história do Conde. Principalmente a caçada a "tumba" de Carmilla para destruí-la, lembra muito quando os homens se reúnem para emboscar Lucy em Drácula. Recomendo a leitura, é um livro rápido de ler e você pode levá-lo pra onde quiser porque é pequeno e leve.  

DICA DE FILME:

Filme: The Vampire Lovers.
Direção: Roy Ward Baker.
Ano: 1970.

Foto: Cena do Filme.


   Considero esse filme particularmente bem fiel à obra, com aquele jeitão da Hammer fazer. Temos nesse filme a história de Carmilla, sem deixar de lado o erotismo presente nessa personagem. O filme 2 e 3 eu ainda não assisti, mas se for tão bem feito quanto o primeiro recomendo que assistam também.


segunda-feira, 27 de março de 2017

A Vida de H.P. Lovecraft

Fotos do Livro.


Autor: S.T. Joshi.
Tradução: Bruno Gambarotto.
Editora: Hedra.
Ano: 2014.

" H.P. Lovecraft é o criador de um dos principais gêneros da literatura contemporânea, o terror metafísico, de que Edgar Allan Poe foi o precursor e Stephen King, o mais famoso continuador (para quem Lovecraft "permanece insuperado como o maior expoente do horror clássico").
   São de Lovecraft os grandes clássicos do gênero, como os contos 'O chamado de Cthulhu', 'Nas montanhas da loucura', 'A cor que caiu do espaço', 'A sombra de Innsmouth' e 'O caso de Charles Dexter Ward' (também publicado pela Hedra). Mas se Lovecraft vem exercendo 'uma influência incalculável sobre sucessivas gerações de escritores de terror' (Joyce Carol Oates), para além da própria literatura, 'ele é um nome adorado na cultura pop, e uma influência sobre 'todo mundo', do escritor argentino Jorge Luis Borges ao cineasta Guilherme del Toro, além de um número incontável de bandas de rock e designers de jogos' (Laura Muller, revista Salon). A obra de Lovecraft é, de fato, cada vez mais conhecida - e admirada - em todo o mundo; porém sua vida e sua estranha personalidade, nem tanto. Até agora."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Não é segredo pra ninguém que eu leio muitos livros de horror e ficção científica desde pequena. Me lembro bem ainda de quando achei um livro de alguns contos do Lovecraft, publicado numa edição bem vagabunda com uma capa horrível, em uma das estantes da escola. E confesso que só li porque na capa dizia "Nas Montanhas da Loucura e outros contos", achei o título medonho e levei esse livro pra casa pra ver se o conteúdo fazia ou não jus ao título. Quem era H.P. Lovecraft eu não fazia ideia, mas aquele conto me apavorou muito e me fez buscar mais coisas escritas por ele. Também confesso que como não gosto muito de ler biografias, nunca pesquisei a vida desse autor mais a fundo. E não teria lido esse livro se não tivesse lido e visto resenhas tão incríveis sobre ele e principalmente depois de saber determinadas curiosidades sobre Lovecraft que meio que me chocaram. De certo eu não esperava por nada desse tipo, mesmo que os contos me dissessem isso toda vez que eu os lia. 

   Pra quem assim como eu não sabia, H.P. Lovecraft foi um menino autodidata, que aprendeu boa parte de latim com o avó, que amava astronomia, mesmo sabendo que não podia seguir por esse caminho, já que era ruim em matemática, sendo essa a única matéria que ele sempre tirava as menores notas. Lovecraft perdeu o pai quando ainda era bem pequeno, por isso quem ocupou essa figura masculina na vida dele foi seu avó. Sua mãe sempre foi muito apegada a ele e sempre o manteve por perto, alegando em boa parte das vezes sua "saúde debilitada", afinal ela achava que o filho era muito frágil. H.P. Lovecraft cresceu cercado por mulheres, como sua mãe e suas tias. E ele sempre se considerou um cavaleiro. 

   H.P. Lovecraft foi uma criança solitária, que não gostava da companhia de outras crianças, sempre optava por conversar com adultos. E um dos fatos que eu não sabia é que ele nunca terminou a escola e nunca ingressou em uma universidade, apesar de ser muito inteligente. E que ele alegava que sofreu de colapsos nervosos, mas não se sabe qual a origem dos ataques. 

   H.P. Lovecraft trabalhou durante muitos anos, se não a vida toda, com publicações amadoras. Ele também era racista e xenófobo, o que é bem curioso já que a mulher dele era judia. Também foi conhecido por dar longas caminhadas, pela pobreza extrema que vivia, por sempre responder todas as pessoas que lhe mandavam cartas e pelos amigos que adquiriu durante a vida. 

   Ele não teve a alegria de ter um livro impresso com o seu nome, que era uma coisa que ele buscou muito durante sua vida. E é claro que esse livro traz mais fatos do que esses que eu citei aqui, o autor segue uma cronologia da vida de Lovecraft e comenta sobre seus ideais, seus problemas de saúde, hábitos, e sobre seus contos. Devo dizer que me doeu ler a opinião dele sobre contos que eu gosto muito? Doeu pra caramba. E também senti falta de fotografias nessa biografia, porque às vezes tem tantos dados e tantas datas que se torna meio monótono a leitura. Eu gostei mais do meio pro final do livro, mas isso vai variar de pessoa pra pessoa. Lembrem-se que eu não curto muito ler biografias. 

  Recomendo muito o livro, principalmente por causa dessas curiosidades sobre a vida dele que eu não fazia ideia. Lembrando que tem um diário de leitura aqui no Blog sobre alguns contos desse autor.