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quarta-feira, 24 de maio de 2017

O Talentoso Ripley

Foto do Livro.


Autora: Patricia Highsmith.
Tradução: Alvaro Hattnher.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2012.

" Tom Ripley sobrevive de trambiques em Nova York. Certo dia, o milionário senhor Greenleaf o procura, supondo que seja um grande amigo de seu filho Dickie. Greenleaf lhe oferece uma viagem à Europa para tentar trazer Dickie de volta aos Estados Unidos -  o rapaz leva uma vida mansa no litoral italiano, longe da família. Na Itália, Ripley desenvolve uma relação doentia e sedutora com Dickie, que passa então a rejeitá-lo. Acuado, Ripley reage de forma imprevisível. O talentoso Ripley (1955) é um clássico da literatura policial. O livro ganhou duas versões para o cinema: com Alain Delon, em 1959, e com Matt Damon, em 1999."
   Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   Meu pai ama esse filme, mas pergunta se já o assisti? Não, não mesmo. Isso porque eu nunca gostei da capa do dvd, mas algum dia assistirei e lhes contarei se meu preconceito com a imagem do dvd foi tolo o suficiente. Eu sempre fiquei curiosa sobre a história, e então peguei esse livro emprestado da Biblioteca Pública aqui de São Paulo.  E confesso que gostei bastante, não sei se vou ler as continuações, mas se eu decidir ler, aposte em resenhas por aqui. 

   Tom Ripley é um vigarista, ele gosta de conseguir as coisas de maneira fácil, mesmo que precise quebrar as leis pra isso. Ele só não conta com a paranoia que ele desenvolveu por causa desses "pequenos" crimes. Ao descobrir que está sendo seguido por um senhor, Ripley logo imagina que ele está ali para prendê-lo, e ele nem tivera tempo de descontar os cheques roubados! Mas o que acontece é bem mais surpreendente, o milionário Greenleaf, pensa que Tom é um amigo próximo de seu único filho e herdeiro, e ele quer que o jovem rapaz vá para a Itália e convença Dickie, seu garoto, a voltar para casa. Já que a mãe dele estava doente, e Dickie nunca ia conseguir coisa alguma pintando quadros sem graça tão longe. Ele tinha um negócio para aprender. Tom logo percebe sua sorte grande quando o homem lhe oferece uma viagem e tudo pago para a Europa, com a única missão de recuperar o tolo de seu filho. 

   Se tem uma coisa que Tom é bom, é em enrolar e confundir as pessoas. Ele sempre consegue tirar proveito de qualquer coisa que lhe favoreça. Principalmente se houver dinheiro fácil envolvido. Ripley vai em busca de Dickie, ele só não contava com a rejeição do mesmo, nem em ter que conviver com Marge, uma amiga bem próxima do rapaz. E ele ainda ficou abismado em como eles eram ligeiramente parecidos. Sabendo que perderia sua chance de se aproximar de Dickie, Tom resolve contar a verdade pra ele sobre o porque dele estar ali na Itália. E o impressionante é que ele consegue convencê-lo e ser convidado para morar com ele na sua casa, assim eles poderiam se aproveitar do dinheiro do velho. Tom só não contava com Marge o tempo todo por perto, nem que ele teria verdadeira aversão por essa mulher. Afinal, quem ela achava que era para sufocar Dickie dessa forma? Dickie que seria bem melhor sem ela! Afinal ele estava ali.

   Tom e Dickie tem um relacionamento estranho, não dá parte de Dickie, mas da parte de Tom, Ripley começa a ter um forte sentimento de posse sobre o recente amigo. E ele fará de tudo para tê-lo só para si e talvez Dickie divida seu dinheiro com ele. 

   Recomendo muito esse livro, principalmente para vocês descobrirem a podridão que é a alma de Tom Ripley. 

Carmilla: A vampira de Karnstein + Dica de Filme:

Fotos do Livro.


Autor: Sheridan Le Fanu.
Tradução: José Roberto O´Shea. 
Introdução: Alexander M. da Silva.
Editora: Hedra.
Ano: 2010.

" Publicado originalmente na revista Dark Blue, em forma de folhetim, de 1871 a 1872, Carmilla é uma das mais célebres histórias de vampiro da língua inglesa e a primeira protagonizada por uma vampira. A densa atmosfera gótica dessa novela e o erotismo subjacente marcaram época e influenciaram toda a literatura vampírica posterior, sendo considerada a principal fonte de inspiração para o Drácula de Bram Stoker. A maestria de Le Fanu na reelaboração do mito, com base em suas pesquisas da tradição folclórica do leste europeu, fizeram de Carmilla uma das novelas góticas de horror mais populares do século XIX. O leitor conta neste volume com a primeira tradução integral e anotada, além de uma alentada introdução que revela não apenas a gênese desta obra mas as origens do vampiro na cultura popular e seus desdobramentos como personagem literária."
   Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   Bom, eu sempre ouvi falar sobre Carmilla, a vampira que consegue se transformar em um gato e que é lésbica. Mas eu nunca tinha lido o livro, há alguns meses eu assisti ao filme "The Vampire Lovers", primeiro filme de uma Trilogia baseada nesse romance de Le Fanu, produzida pela Hammer. Gostei muito do filme, principalmente porque eu gosto da atriz Ingrid Pitt, que interpreta a jovem vampira Carmilla. Por ficar curiosa sobre essa história comprei o livro e confesso que gostei bastante, principalmente porque contém uma introdução maravilhosa sobre a obra na primeira parte do livro. 



   Quem nos conta a história de Carmilla é uma mulher que sobreviveu as investidas dessa vampira, e que vai nos relatar como tudo se sucedeu durante esse tempo em que ela, seu pai e suas "tutoras" viveram com uma bela e estranha jovem mulher por algum tempo enquanto a mãe da mesma resolve um problema em algum lugar desconhecido por eles. 

   A jovem Laura e seu pai esperavam pela visita do general Spielsdorf e de sua sobrinha, mademoiselle Rheinfeldt para passar uma temporada com eles. Mas uma tragédia acontece e a jovem sobrinha morre de maneira estranha, e o general fica destroçado já que considerava-a como uma filha querida. Laura fica triste já que não teria ninguém para dividir seus dias com uma amiga, e uma tristeza imensa povoa toda a família naquele casarão imenso. E continuaria assim se uma estranha cena não acontecesse: uma carruagem estava sendo guiada velozmente por cavalos muito assutados. O pior acontece e a carruagem tomba num trecho da estrada, deixando todos muito assustados com essa tragédia. Enquanto alguns homens tentam controlar os cavalos, uma senhora e uma jovem em estado de choque conseguem sair de dentro da carruagem. O pai de Laura está prestando apoio as vítimas, e para a sua surpresa a mulher mais velha pede que eles abriguem a jovem em sua casa, porque ela precisaria seguir viagem já que se tratava de um assunto de vida ou morte. E com o desastre que havia acontecido ela não podia levá-la consigo. Laura implora ao pai para que a deixe cuidar da moça, já que ela parecia bem necessitada disso. E assim ela também teria companhia durante um tempo. 

   A jovem chamada Carmilla, além de ser de saúde "frágil" como sugeriu sua mãe, tinha também alguns hábitos estranhos, como: não conseguir dormir se não pudesse trancar a porta de seu quarto, ou de dizer frases apaixonadas para Laura sempre que podia. Frases estranhas. Além de mudar de humor drasticamente e às vezes por motivos bobos. Essas duas moças terão uma amizade bem peculiar; e com mortes de jovens mulheres ocorrendo no vilarejo próximo, uma aura de medo começa a rondar essa família.

   Gostei muito dessa história, amei todas as notas, eu não esperava que houvesse nenhuma, já que é uma edição de bolso. Tem muita coisa na história da Carmilla que lembra alguns momentos em Drácula, vemos aqui uma fonte de inspiração para a história do Conde. Principalmente a caçada a "tumba" de Carmilla para destruí-la, lembra muito quando os homens se reúnem para emboscar Lucy em Drácula. Recomendo a leitura, é um livro rápido de ler e você pode levá-lo pra onde quiser porque é pequeno e leve.  

DICA DE FILME:

Filme: The Vampire Lovers.
Direção: Roy Ward Baker.
Ano: 1970.

Foto: Cena do Filme.


   Considero esse filme particularmente bem fiel à obra, com aquele jeitão da Hammer fazer. Temos nesse filme a história de Carmilla, sem deixar de lado o erotismo presente nessa personagem. O filme 2 e 3 eu ainda não assisti, mas se for tão bem feito quanto o primeiro recomendo que assistam também.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

O Ladrão de Casaca: as primeiras aventuras de Arsène Lupin

Fotos do Livro.


Autor: Maurice Leblanc.
Tradução: André Telles e Rodrigo Lacerda.
Editora: Zahar.
Ano: 2016.

" Brilhante, audacioso, sedutor, mestre do disfarce e o jiu-jítsu, Arsène Lupin é a irônica resposta francesa a Sherlock Holmes: um ladrão refinado e anarquista, espécie de Robin Hood da Belle Époque.
   Nas nove histórias que compõem estas primeiras aventuras, o irresistível anti-herói atormenta seus oponentes, zomba das convenções estabelecidas, ridiculariza a burguesia e ajuda os mais fracos. E ainda enfrenta um grande detetive inglês, não por acaso chamado Herlock Sholmes.
   Um dos maiores clássicos da literatura policial e de aventura - com texto integral em excelente tradução, apresentação, posfácio de Maurice Leblanc e cronologia de vida e obra do autor."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Sim, eu julguei e escolhi o livro pela capa! Vocês terão que entender que ele me chamava toda vez que eu o via. E o melhor... o conteúdo é mais do que bom, é ótimo e muito divertido. Fazia muito tempo que eu não ria tanto com essas histórias de detetive-ladrão. E convenhamos... Lupin é muito hilário, ele tem umas tiradas muito boas e o cara realmente é bom em roubar. E o que eu mais gostei: eu acertei quem ele era nos contos várias vezes. A sensação de acertar nesses livros pra mim é quase nula, e eu consegui. hahaha. 



  Recomendo muito esse livrinho de bolso, super gostoso de ler, quando percebemos o passar do tempo, o livro já acabou. O personagem principal é maravilhoso, super divertido, e vocês irão gostar muito. Assim, espero.

terça-feira, 21 de março de 2017

Contato

Fotos do Livro.


Autor: Carl Sagan.
Tradutor: Donaldson M. Garschagen.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2008.

" Contato com extraterrestres não é sinônimo de homenzinhos verdes desembarcando de um disco voador. É muito mais: sinais captados num radio-telescópio podem conter mensagens capazes de nos fazer repensar toda a nossa concepção da vida e do universo. 
   Esse é o ponto de partida de Carl Sagan, que aliando as tensões da melhor literatura ao conhecimento científico mais avançado, compõe um romance que pode provocar em nós todas as reações - menos a indiferença. Em Contato, o que está em jogo é o mundo tal como o conhecemos. Como quem faz uma aposta, Sagan nos convida a uma viagem assustadoramente fascinante pelo buraco negro que é a inteligência humana."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Sempre ouvi falar muito bem dos livros escritos por Carl Sagan, mas toda vez que ia comprar livros, o esquecia completamente. E só comprei dessa vez, porque na hora de fazer uma busca por livros de ficção científica, "Contato" estava em primeiro lugar. Pensei: "Por que não? Já estou enrolando para ler faz tempo." E comprei. Quando li, percebi a importância desse livro não só pra mim, mas para outras mulheres, principalmente mulheres que amam "ciência" e que querem seguir com a carreira profissional nesse setor. A importância de lermos um livro deste tipo tendo como protagonista uma mulher que conseguiu chegar tão longe profissionalmente, como a Ellie chegou, é um incentivo para jovens mulheres tentar conquistar seus próprios sonhos. Além de alertar sobre o machismo nesse tipo de ambiente e nos mostrar que quando acreditamos em algo, podemos sim conseguir conquistar qualquer coisa se formos fiéis a nós mesmos. 

   O começo da narrativa vai nos mostrar quem é Ellie Arroway através de vários vislumbres da vida dela desde a infância. Suas primeiras paixões, seu amor pelas estrelas, o fato dela gostar de consertar coisas, e principalmente seu amor pela matemática. Ellie se torna uma profissional reconhecida e sua maior curiosidade era saber se realmente existia alguma vida inteligente naquele universo imenso. Ela não tem medo de falar o que acha, de demostrar seus ideais e de correr atrás de qualquer projeto que lhe interessar. Mas o legal é que o autor não nos mostrou uma pessoa perfeita, Ellie tem defeitos e isso também fica evidente durante a história. Ela tem uma mãe doente que ela nunca visita, e outras coisas que ela mesma fala sobre si, mas isso é perto do final da história. E isso tudo faz Ellie ser além de brilhante, humana. 

   Um sinal é captado vindo do sistema de Vega, uma longa sequência de números primos começa a ser transmitida para o Planeta Terra. Ellie é designada para descobrir qual é a mensagem e de onde ela está sendo emitida. E esse é a pequena ponta de um iceberg na vida da doutora. Inúmeros profissionais trabalhando juntos, uma série de discussões religiosas, países formando alianças, uma suposta máquina para ser construída e várias informações científicas. Onde tudo isso irá levá-la? 

   O que eu mais gostei nesse livro é que nada ocorre de um dia para o outro, tudo é muito discutido, personagens acertam e erram na mesma proporção, a carga científica do livro é um pouco densa no começo, mas depois você vai tirar de letra. E depois desse livro você nunca mais vai pensar em "alienígenas" da mesma forma.

   Recomendo a leitura. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A Tempestade + Projeto Literário: Penny Dreadful - Parte II

Fotos do Livro.


Autor: William Shakespeare.
Editora: L&PM POCKET.
Ano: 2014.
Tradução: Beatriz Viégas-Faria. 

" Última peça escrita por Shakespeare, A tempestade é uma história de vingança, é uma história de amor, é uma história de conspirações oportunistas, e é uma história que contrapõe a figura disforme, selvagem, pesada dos instintos animais que habitam o homem à figura etérea, incorpórea, espiritualizada de altas aspirações humanas, como o desejo de liberdade e a lealdade grata e servil. Uma Ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, num ato de traição política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar, água ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se e, depois de criar um naufrágio, Próspero coloca na Ilha seus desafetos (no intuito de levá-los à insanidade mental) e um príncipe, noivo em potencial para a filha. Se o amor acontece entre os dois jovens, se a vingança de Próspero é bem-sucedida, se Caliban modifica-se quando conhece os poderes inebriantes do vinho numa cena cômica com outros dois bêbados, tudo isso Shakespeare nos revela no enredo desta que por muitos é considerada sua obra-prima - uma história de dor e reconciliação."
   Resumo no livro.



O que achei do Livro: 

   A história que eu mais gosto de Shakespeare ainda é "Sonhos de uma noite de verão", primeiramente preciso dizer isso. "A Tempestade" foi a que eu menos gostei, apesar de ter algumas cenas incríveis, como quando Caliban aparece pela primeira vez já esbravejando sua imensa raiva e desprezo por Próspero.  Ou quando Ariel, acredito que o "espírito" mais bondoso de toda essa trama, busca pela sua liberdade. E o sentimento mais humano quando nos descobrimos traídos e esmagados, que é a vingança. Vingança... um sentimento que destrói até o mais bondoso de todos os seres. É claro que temos aqui também aquele casal que se apaixona num passe de mágica. Traições políticas permeiam boa parte das páginas desse livrinho, além de isolamento, diversas magias, dor, mágoas e a arte de perdoar. 

   É uma boa história, só não foi minha favorita. Mas recomendo muito a leitura.


PROJETO LITERÁRIO: PENNY DREADFUL:

Fotos do Seriado: Penny Dreadful.


   Quem é Caliban no livro?

   Caliban é o filho de uma bruxa chamada Sicorax, uma bruxa muito poderosa e que fizera muitos malefícios na vida de dezenas de pessoas e seres. Expulsa da Argélia, acabou chegando na Ilha, grávida, e desse ser nasceu Caliban, uma criatura disforme. Caliban, na maior parte da história é sempre maltratado por Próspero, principalmente por causa de sua deformidade, é bastante comparado com peixes, principalmente o cheiro dele. E também é acusado na trama de tentar violentar Miranda, a filha de Próspero. Vive resmungando e jurando vingança, dizendo que ele era o verdadeiro Senhor da Ilha, mas quando trama uma cilada para Próspero, decide escalar outro homem para ser seu mestre. Sem contar que bêbado é um ser meio bobo. 



   Quem é Caliban no Seriado?

   Caliban no Seriado é o primogênito de Victor Frankenstein, a criatura sem nome, nasceu em dor e foi abandonado por ser imperfeito. Autodidata, aprendeu a amar poesia e a ansiar por amor. Mas é menosprezado por sua aparência, sendo espancado a troco de nada. Ao procurar seu criador, ele acaba conhecendo um senhor que trabalha em um teatro, um homem que não temeu encarar seu rosto e foi o primeiro a demonstrar bondade para com ele, oferecendo um emprego como "rato de teatro", um faz tudo. Ao perceber que o homem desfigurado a sua frente não tinha um nome, o chama de Caliban. E é por esse nome que a Criatura fica conhecida nos primeiros capítulos do seriado. 


  Acho que o nome se encaixou perfeitamente no personagem. E trouxe mais uma dose clássica para o seriado. 


domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Selvagem da Motocicleta

Fotos do Livro.


Rumble Fish.

Autora: Susan E. Hinton.
Editora: Saraiva / Benvirá.
Ano: 2011.

" Encrencado em casa e na escola, Rusty-James resolve seus problemas com a força bruta, contando muitas vezes com o apoio do "Selvagem da Motocicleta", como é chamado seu irmão mais velho, que ele adota como ídolo. Rusty não mede esforços para se tornar o garoto mais respeitado da vizinhança invadida pelas drogas e gangues, até que o destino lhe impõe um grande desafio. Ele então percebe que o tempo de brigar acabou e que é necessário encontrar um novo rumo."
   Resumo no Livro.


O que achei do Livro:

   Eu nunca conheci alguém que soubesse tão bem falar sobre jovens periféricos como a Susan E. Hinton faz. Ela sabe compor personagens tão vivos, e tão cheio de erros e acertos, que não duvidamos que seja real. Ela fez isso no livro "Vidas sem Rumo", e fez isso de novo aqui. E antes de mais nada, já que estamos nessa onda de romance erótico, que o título sugere um cara que fez parte de uma gangue, e não um romance com um personagem ultra sexy. Dito isso, podemos prosseguir. 

   Rusty-James reencontra um velho amigo no começo dessa trama, alguém que fora importante para ele, mas que por hora, era só mais uma pessoa. E convenhamos, quem nunca passou por isso? Vivemos conhecendo e perdendo pessoas o tempo todo. Rusty-James está "envelhecido", uma sombra do garoto rebelde que já fora, com a memória ruim, e marcas do tempo que passou antes e depois do reformatório. Ao ver Steven, seu melhor amigo numa época passada, Rusty-James relembra quando tinha 14 anos, era briguento, tinha um grupinho de amigos, que não era uma gangue, porque as gangues estavam extintas, mas que eram fiéis entre si, tinha uma namorada por quem era louco, um pai bêbado, uma mãe sumida, e um irmão que era seu ídolo, também conhecido por todos daquele lado do rio como "O Selvagem da Motocicleta". Alguém que ele ama muito e por quem vivia para ser igual. Só que as coisas começam a ir de mal a pior. 

   É um livro curtinho, maravilhoso, e que merece ser lido. Existe um filme baseado nesse livro, mas eu não assisti ainda. O legal é que esse é o livro favorito da Susan, entre todos os que ela já escreveu. Falta mais um livro dela pra eu ler, mas vai demorar um pouco porque ele é antigo e eu preciso procurar em sebos. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

Rose Madder

Fotos do Livro.


Autor: Stephen King.
Editora: Objetiva - Ponto de Leitura.
Ano: 2011.

" A história de uma mulher que acreditou que o mais forte nem sempre vence.

   No dia em que saiu de casa, dando as costas a um casamento de 14 anos, Rosie sabia que não seria fácil escapar do marido. Norman Daniels é um policial experiente, irascível e violento. Mas preferiu arriscar. Depois de 14 anos de torturas diárias e violências sexuais, vendo seus sonhos destruídos pela loucura cruel do marido, não tinha nada a perder. Ao fugir, levou apenas o cartão de banco de Norman e o desejo de desaparecer. No entanto, ela sabia que estava entrando em uma guerra sangrenta que lhe poderia ser fatal."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Essa foi uma releitura de um dos livros do Stephen que eu gosto muito. Aqui vamos ter cenas sobrenaturais e meio loucas, mas nenhuma vai se comparar com o relato de medo e de violência que Rosie sofre diariamente nas mãos de um marido cruel, que gosta de vê-la sofrer. Não porque a ama, não, nada disso, mas porque acha que ela é sua. E gente, essa frase indica "posse" e de nenhuma forma é romântica. Aqui nesse livro eu acho que ele conseguiu fazer um relato sobre violência contra as mulheres do jeito que muitas pessoas já tentaram relatar e nunca conseguiram. Ele não vai poupar seus frágil coração e estômago ao descrever cenas grotescas de tortura e submissão. E francamente, lendo tudo o que li, não duvido que qualquer uma dessas coisas realmente tenha acontecido com alguma mulher pelo mundo. Dê uma chance a esse livro e perceba o quão cruel pode ser esse mundo no qual vivemos.

   Começamos essa história com Rosie jogada num canto da casa tendo um aborto depois de ser brutalmente espancada pelo marido por ler um romance. Isso mesmo que você leu. Além de rasgar seu livro, ele a espanca especialmente na barriga onde ela tentava se proteger em vão. Ao vê-la sangrando, liga para a emergência, para dizer que sua esposa sofrera um acidente, caíra da escada. Norman a coloca perto do degrau da escada, limpa o sangue que estava numa parte onde ninguém poderia ver, e enquanto a esposa sangra e perde o seu bebê, ele fica a encarando comendo um sanduíche. Porque não tivera tempo de jantar ainda. (Parece forte eu contando pra vocês, mas vai ser pior quando forem ler.)

   Rosie perde o bebê, mas fica naquele estado de "dormência" mais alguns anos com o marido, aguentando episódios de maus tratos, espancamento, abuso sexual, sem contar quando ele resolve espetá-la com um lápis de escrever várias vezes, e ainda a mordia até sangrar. Costelas quebradas e inúmeras entradas em hospitais. Até em um dia que Rosie vai fazer a cama e percebe que tem uma gota de sangue num lençol, que escorrera do seu nariz enquanto dormia, depois de mais um espancamento. Só que essa gota de sangue a apavora de uma maneira imensa e é nessa hora que ela realmente "desperta". Ela queria mesmo ficar ali até o marido matá-la? Ou pior até aleijá-la de tantas pancadas? Seria capaz de aguentar mais 14 anos com ele, sofrendo do jeito que sofria? Nessa hora, mesmo com uma voz temerosa dentro da cabeça dela, Rosie deixa a casa somente com a roupa do corpo, uma bolsa e o cartão de crédito do marido. Tinha que ser rápida para que ele não chegasse cedo da delegacia; caso eu tenha esquecido de dizer Norman é um detetive policial. Mesmo com medo, com os rins doendo, e com o coração descompassado, Rosie, saca 350,00 doláres e ao chegar na rodoviária joga o cartão fora para que não possa ser rastreada por ele. Porque ela sabia que ele iria atrás dela. Pegou o ônibus e foi para o mais longe que conseguiu. Precisava deixar esse pesadelo para trás.

   Ao ser ajudada por um senhor que estava na estação de ônibus, Rosie encontra a instituição Filhas e Irmãs, que ajuda mulheres que sofreram qualquer tipo de violência. E é assim que sua vida realmente muda. Consegue um emprego, tem a ajuda de várias mulheres que a entendem e não a ridiculariza e ao entrar numa loja de penhores, apaixona-se por um quadro estranho. Havia uma estranha mulher pintada de costas no quadro, uma mulher que olhava para uma ruína que se encontrava a sua frente. E o nome da pintura era Rose Madder. E é nessa hora que a história adquiri um teor sobrenatural, tudo relacionado ao quadro. 



   Acho que muitas pessoas precisam ler esse livro, precisam passar por essa experiência para ter uma noção do que ocorre com mulheres que sofrem violência doméstica. Leiam, por favor. 

P.S.: Esse livro vai ter referências a outros livros do Stephen King, como quando ele fala sobre Ka, e eu já relaciono com a Torre Negra, e quando a Rosie e a Anna dizem que gostam de ler livros da Misery, escrito por Paul Sheldon. Quanto mais livros dele lemos, mais referências pegamos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A Mulher Calada

Fotos do Livro.


Sylvia Plath, Ted Hughes e os limites da biografia.

Autora: Janet Malcolm.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2012.

" Considerada uma das poetas mais originais do século XX, Sylvia Plath se suicidou numa madrugada de inverno, em 1963, poucos meses depois de se separar do marido, o também poeta Ted Hughes. Esse gesto último selou definitivamente, em torno de sua vida e sua obra, um campo de forças tão poderoso que por muito tempo opôs não só os vivos aos mortos, como todos aqueles que sobreviveram à tragédia.
   Neste livro, Janet Malcolm - um dos maiores nomes do jornalismo americano, autora de O jornalista e o assassino - se debruçou sobre todas as biografias já escritas sobre Sylvia Plath e sobre as entrevistas com os Hughes, além de adentrar um intricado mundo de cartas, arquivos e delicadas situações familiares. Assim pôde demonstrar, a cada linha, como é tênue o limite que demarca fato e ficção, trafegando o tempo inteiro entre as várias versões do mito. Dotada de elegância e senso narrativo excepcionais, Malcolm mescla psicanálise, poesia, biografia e reportagem, num ensaio de amplitude e profundidade surpreendentes, capaz de envolver o leitor com o magnetismo de uma trama policial."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Quem me conhece sabe que eu odeio ler biografias, não por desconfiança. mas eu nunca fui chegada muito em ler esse tipo de coisa. A última que eu havia lido foi a do Stephen King, publicado aqui no Brasil pela Darside Books, que eu achei legal, mas não amei. E então eu me deparei com "A Redoma de Vidro", não amei, mas achei bem impactante, e ao saber um pouco sobre a vida da escritora Sylvia Plath, fiquei com uma curiosidade me corroendo. Quem seria a autora por trás daquele livro? Foi assim que encontrei o livro "A Mulher Calada".

   Nesse livro além de lermos sobre o que a autora Janet Malcolm achou de algumas biografias detalhando a vida da escritora Sylvia Plath, temos também uma discussão enorme sobre o poder de uma biografia. Tanto para o bem como para o mal. Além daquela pergunta que não quer calar: Todas as biografias podem ser consideradas como uma verdade absoluta sobre a vida inteira de uma pessoa? O quanto uma pessoa morta pode assombrar a vida de seus familiares? -E não pergunto isso me baseando em histórias paranormais, não, nada disso.

   É um livro complexo esse, aqui você não vai seguir uma linha do tempo sobre a vida da Sylvia, Janet vai e volta sobre os temas várias vezes, ela pesquisou, leu e entrevistou várias pessoas importantes para escrever essa biografia. Além de conter algumas partes de poemas, diários e etc que a sra. Plath escreveu. 

   Recomendo a leitura para que vocês possam tirar suas próprias conclusões. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O Inquilino

Foto do Livro.


Autor: Roland Topor.
Editora: Amarilys.
Ano: 2012.

" Apesar dos vizinhos idosos que reclamam constantemente do barulho à noite, o senhor Trelkovski pensava ter encontrado o apartamento perfeito para um jovem solteiro em Paris.
   Mas, aos poucos, ele percebe que algo está errado. A antiga inquilina encontra-se em coma profundo após uma tentativa de suicídio. E Trelkovski pode estar indo pelo mesmo caminho...
   A obra-prima do escritor, pintor e dramaturgo Roland Topor foi imortalizada no cinema pela visão de Roman Polanski (que dirigiu e protagonizou o filme baseado nela). O Inquilino é um mergulho assustador na paranoia e na loucura, um clássico do terror na literatura."
   Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   Resumindo o livro em uma palavra: LOUCURA. Gente, eu nunca li algo desse gênero escrito dessa maneira. A loucura não está escancarada na sua cara, ela ocorre aos poucos e de uma forma peculiar. Às vezes acreditamos que há sim um complô contra o coitado do Trelkovski e ficamos revoltados com tudo o que está acontecendo na vida dele. E outras vezes consideramos ele um louco, mas um louco em um nível alto. É um livro curtinho de umas 136 páginas e dividido em três partes. Só que pelo jeito que sofremos por causa desse personagem parece que o livro tem umas 500 páginas. 

   Trelkovski é um rapaz que está a procura de um bom lugar pra morar, tem um bom emprego, amigos, uma vida normal. Até ele se deparar com um apartamento vago na Rue des Pyrénées. Um bom apartamento, com um aluguel meio alto, uma zeladora muito mau humorada, e vários inquilinos idosos. Então, adeus festas e barulhos. E o pior era que a antiga inquilina desse apartamento tinha se jogado da janela e estava em coma.
   
   Primeiro ele fica preocupado em alugar esse apartamento e a antiga moradora se recuperar e decidir voltar para casa. Ele fica tão atordoado com isso que decide ir até o hospital e checá-la por conta própria. A coitada da mulher estava toda engessada e enfaixada, apenas com um olho aberto, mas que não parecia enxergar nada. Simone, o nome dela. E pelo jeito como estava, ele não via como aquela mulher "quebrada" poderia reclamar algo. Lá no hospital ele também conhece Stella, uma personagem que aparecerá algumas vezes durante a trama, a maioria das vezes ela parecia estar ali só para que ele se sentisse excitado por sua presença. 

  Trelkovski passa a morar nesse apartamento que era de Simone, o problema era que os outros vizinhos não suportavam nenhum barulho, era ele deixar cair alguma coisa, e lá vinha um batuque na parede ou de qualquer outro lado só para avisá-lo que ele estava perturbando. E isso começa a modificar a personalidade do Trelkovski, ele começa a ficar mais silencioso, não tem mais amigos, vive com medo dos outros vizinhos e começa a adquirir os costumes que eram de Simone. 

   Gente, sério, vocês precisam ler este livro só por causa desse cara. Ele começa a sofrer alguns ataques, que você não sabe se realmente estão contra ele ou se ele está imaginando tudo. Mas o final... o final é sensacional e sim me pegou desprevenida. Eu não assisti ao filme ainda, mas assim que ver, corro aqui e conto tudo. Tenham uma boa leitura.

sábado, 22 de outubro de 2016

Demian

Foto do Livro.


Autor: Hermann Hesse.
Editora: Record.
Ano: ?

" Em Demian o autor narra, com grande sentido humanitário, o crescimento para a maturidade de Emil Sinclair, que sucumbe à influência de Max Demian, uma figura estranhamente possessiva. À medida que Sinclair progredia, através de uma educação ortodoxa e um misticismo filosófico que o encaminhavam em direção ao estado de autocompreensão, ele tinha sempre diante de si a imagem de Demian... até chegarem ao clímax de uma confrontação com o destino num sangrento campo de batalha."
   Resumo no Livro.

O que achei do livro:

   Eu li esse livro quando tinha 13 anos de idade e me lembro de ter amado muito, tanto que anos depois eu ainda me lembrava muito bem da história. Só que eu nunca conseguia achar esse livro para comprar e reler, até agora. Essa capa é a minha favorita, acho bem chocante e ao mesmo tempo linda. Mas vamos a história?

   Emil Sinclair sempre foi aquela criança extremamente religiosa, com uma família unida, onde nunca mentia-se para seus pais e irmãs, tinha uma situação financeira muito boa, tanto que causava inveja em algumas crianças próximas de onde ele morava. Na cabecinha dele, sempre tudo daria certo. Até um dia em que querendo ser aceito num grupo de meninos, Emil mente sobre um furto em uma fazenda. Ele vangloria-se de tudo o que fez lá e o que conseguiu pegar, tudo isso para que os outros não o achassem um santinho. O problema disso foi que o líder desse grupinho, o rapaz mais velho Kromer, começou a chantageá-lo e pedir dinheiro e favores para que ele não contasse às pessoas da fazenda e aos pais de Sinclair. E nem preciso dizer que o coitado do garotinho, na época estava com 10 anos, ficou apavorado, mesmo sabendo que não cometera furto algum. Na cabeça dele, ele era um ser horrível que causava uma mancha na honra da família e que por isso seria renegado. O pior é que ele não conta a verdade para os pais, que ele mentira. Porque isso era PECADO. 

   Emil passa a sofrer na mão desse rapaz. Ele não interage mais com sua família, se isola na escola e infelizmente começa a ficar depressivo. É visível o nível de estresse dele e como ele fica exausto. Até que aparece na escola um rapaz mais velho do que ele chamado Max Demian. Sabe aquelas pessoas na escola que atraem outras pessoas justamente por ser diferente de todos? Esse é o Demian. Durante a volta para casa os dois conversam sobre a história de Caim, a versão que Demian tem dela, que na verdade Caim seria um ser diferenciado e que não matara seu irmão necessariamente. E que existiam até os dias de hoje pessoas que têm o sinal de Caim na fronte. Sinclair fica obcecado com essa história. Tão obcecado que até se esquece de toda a história chantagista que ele tem com Kromer. E o que acontece com esse ser mesquinho e aproveitador? Demian consegue afastá-lo de Sinclair, mas nunca conta como fez isso.

   No resumo do livro aparece como se o Demian fosse obcecado por Sinclair e não foi isso o que senti lendo essa história. Na verdade acho que Sinclair fica obcecado com a figura de Demian, tanto que várias vezes o relaciona como se o rapaz fosse uma espécie de divindade. Quer fazer parte da vida do outro. Quer saber a opinião de Max sobre tudo. Quando o caminho dos dois se separa e cada um vai para um lado continuar seus estudos, Sinclair torna-se um recluso beberão, os professores o ameaçam de expulsão, os pais dele brigam com ele e o ameaçam e ele se torna um pária. Torna-se um mestre na arte de beber vinho. E ele continuaria assim, se não encontrasse por acaso uma moça e se apaixona pela imagem dela. E a partir daí ele melhora e volta a ser aquela pessoa solitária de sempre, sem se auto destruir. 

   Mas o que mais me chamou a atenção nesse livro foi a religião baseada em um deus chamado Abraxas. Que é um ser divino, mas que também reuni em si a parte demoníaca. Um ser completo. A partir dessa religião que também tem a ver com a Marca de Caim, o destino de Sinclair e Demian estarão interligados por vários caminhos. 

   Recomendo muito a leitura e é um dos meus livros favoritos. 


Therion: Abraxas.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Linha M

Foto do Livro.


Autora: Patti Smith.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2016.

" Depois do cultuado Só garotos, a lendária cantora e escritora Patti Smith volta à sua odisseia pessoal neste Linha M, que ela chama de 'um mapa para minha vida'. O livro começa no Greenwich Village, o bairro que tanto marcou sua história. Todos os dias a artista vai ao mesmo café e, munida de seu caderno de anotações, registra suas impressões sobre o passado e o presente, a arte e a vida, o amor e a perda. É desse café que ela nos conduz ao México, onde visita a Casa Azul de Frida Kahlo em Coyoacán; a uma conferência dos membros do Instituto Alfred Wegener, na Alemanha; e ao bangalô em Rockway Beach que ela compra pouco tempo antes de o furacão Sandy atingir o país.
   Patti Smith, uma leitora voraz, nos conduz também pelo labirinto de suas paixões literárias. Conhecemos, de um ponto de vista privilegiado, sua opinião sobre escritores como Murakami, Jean Genet, Sylvia Plath e Rimbaud. As ideias de Smith abrem uma janela para sua arte e seu processo de criação, que são revelados com candura e sinceridade tocantes. Em meio a essas leituras, ela costura também as próprias memórias, desde a vida em Michigan até a dor irremediável pela perda do marido, Fred Sonic Smith, num depoimento ao mesmo tempo emocionante e honesto sobre o amor."
   Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   O que eu achei? Eu já gostava dessa pessoa, agora que acabei de ler já posso dizer que me identifico e gosto muito mais. O que se espera de um livro sobre o nada? E antes que você pense que eu enlouqueci, deixe-me perguntar uma coisa: será possível reunir um conjunto de ideias sobre o nada? Seria um bom tema? Patti achava que sim, durante um sonho ela encontra um vaqueiro e no sonho ele dizia que não era fácil escrever sobre o nada. Um ser arrogante e que  a deixa de lado. Ao acordar Patti decide escrever sobre isso. E é ao começar que ela percebe o quão certo aquele vaqueiro estava. 

   Pense em uma mulher fodona, essa é a Patti. Uma pessoa que adora cafés e já pensou em ter uma cafeteria só para ela. Que escreve suas ideias, seus pensamentos, resumos, listas e tudo o que vai em sua cabeça em guardanapos de papel. Que ama ler e tem um carinho especial por vários escritores. Que viaja pelo mundo e tem histórias peculiares para contar. Que sabe escrever sobre solidão, sobre dor, sobre coisas perdidas, sobre respeito aos mortos e sobre saudade. 

   Uma das coisas mais tocantes no livro é quando Patti escreve sobre o marido Fred, sobre a saudade que sente dele, sobre momentos que passaram juntos. Sobre os filhos dos dois. E tudo isso compõe um livro recheado de fotos e com uma escrita linda demais. Vale muito a pena a leitura. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Convite para um homicídio

Foto do Livro.


Autora: Agatha Christie.
Editora: Record.
Ano: 1986.

   "Extremamente simpática, cabelos muito brancos, pele rosada e enrugada, olhos profundamente azuis, suave e inocentes, sempre envolta em xales e cobertas de lã - não há qualquer razão aparente para temer Miss Jane Marple.
   A não ser que surja em cena um homicídio. Aí, um brilho especial em seus olhinhos azuis e uma determinação implacável de caçar o criminoso a transformam na supervelhinha, a 'rainha de todas as velhinhas geniais deste mundo'. E mais uma vez Miss Marple não resiste ao prazer de aceitar um 'convite para um homicídio'.
   Através de três ingredientes fundamentais de sua fórmula encantatória - o suspense, o humor e o mistério - que ela logra dissipar magistralmente num desfecho surpreendente, Agatha Christie, a rainha do gênero policial, consegue mais uma vez desafiar a inteligência e perspicácia dos mais experimentados detetives de poltrona."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Primeiro e o mais importante é que eu simplesmente amei muito esse título. Achei genial e divertido - coisa de uma mente muito perturbada, caso queiram saber - e a trama toda é formidável. Mas vamos lá.
   Essa confusão toda que vai acontecer se passa numa cidadezinha, onde os vizinhos nem sequer trancam as portas. Eles entram e saem da casa um do outro com uma naturalidade que me deixou embasbacada. (Não só eu, o detetive também ficou apreensivo com isso). E é aquelas cidadezinhas que a gente gosta porque a fofoca rola solta! É um falando da vida do outro e se metendo e trocando coisas. Uma verdadeira loucura. 
   Em um certo dia ao lerem a Gazette, eles encontram um anúncio inusitado: um convite para um homícidio que aconteceria naquele dia, em Little Paddocks às 18: 30. Assustador e insano? Eu diria que sim, mas os nossos bons vizinhos acharam tudo muito divertido, já que seria um "jogo do assassino". (Sabe aquele que tem um detetive, um bandido e as vítimas? Esse mesmo.) Mas por que ninguém os convidara antes? Ninguém sabe, mas vão aparecer por lá. Oras! 
  Até aí tudo certo? Posso só destacar que a família em questão não sabia dessa brincadeira e nem do convite feito no jornal? Certo. E ao invés de chamarem a polícia e fazer uma ocorrência sobre isso, o que eles decidem? Isso mesmo, continuar com a farsa e durante a brincadeira descobrir quem foi o autor daquilo. Quando todos já estão no recinto, a luz apaga-se e com aquela confusão toda escuta-se três tiros. Mas, peraí, não era tudo uma grande brincadeira? É, parece que não. Ao voltar a luz, descobre-se o corpo do bandido estirado no chão. O que acontecera? Fora acidental? É isso que o nosso inspetor Craddock quer saber.
   Com suspeitos demais e tempo de menos, Craddock aceita a ajuda da nossa maravilhosa supervelhinha Miss Marple. E gente! Que senhora incrível e sagaz! E aqueles vizinhos? Chorei de rir das frases do Patrick!

   Muito bom, eu quase acertei quem era dessa vez. hahaha Recomendo muito.

sábado, 11 de junho de 2016

Descendentes


Foto do Livro.


Autor: Jean Simon.
Editora: Nova Cultural ltda.
Ano: 1990.

" Courtney, de oito anos, é uma garotinha muito especial. Sua mãe porém, não sabe disso. A linda ex-modelo Frankie, divorciada, também ignora que cometeu um erro fatal: voltou a viver na casa que era de sua avó, na Califórnia. 
   Mas algumas estranhas pessoas sabem. Perceberam desde o início que Courtney é como elas... membro do culto ao demônio D´Nau! Em seu corpinho, a alma de sua bisavó já começou a reviver! Agora, ela não precisa mais de seu pai intrometido. Nem de Tom, namorado da sua mãe. Nem da mamãe. Porque ganhou treze novos amigos. Então, talvez seja a hora de papai, Tom e mamãe morrerem!"
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:
   
   Sinceramente, eu não gostei muito não. Achei tudo meio maçante. Não consegui ter empatia por ninguém, e isso foi a primeira vez que me ocorreu. Mesmo quando não gosto muito de um livro, sempre gosto de algum personagem. Nem que seja aquele que só passou na esquina durante uma frase da história e nunca mais foi visto até o final dela. Mas, vamos lá. 
   Frankie é uma ex-modelo que tem uma filha de oito anos. Decidi sair de Nova York e ir morar na casa que fora dos seus pais na Califórnia para dar um futuro melhor para a menina. Para deixá-la a vontade para passear nos quarteirões e ter novos amigos. E para sair de perto do poder de Drew, o pai da menina. Assim que chega na cidadezinha ela conhece Judith e logo se tornam amigas. O pior não é isso. É que ela se muda para essa casa, que era da sua família durante décadas, mesmo sabendo que a avó dela era uma espécie de feiticeira e adorava maltratá-la. Sabe? Ela volta a morar num local onde sempre fora infeliz. Mas pensa que agora será diferente e ela vai conseguir dar um futuro melhor para sua filha e reconstruir sua vida.
   Courtney adora tudo, mas principalmente o quarto velho que era da sua bisavó. E começa a agir estranho. Quer sair sozinha, maltrata animais, desobedece. vira aquela criança adorável que bastante gente tem em casa. Parecida bastante com os pais: um pouco de inocência da mãe e o cinismo do pai. Não gosta muito de brincar com as crianças e por isso quando encontra um grupo de pessoas que a acha especial, fica muito feliz com isso. Acontece que agora que ela os encontrou e não quer perdê-los por nada. E fará de tudo para nunca sair de perto deles. (M-e-d-o).
   Tom é um marinheiro gracinha e logo que conhece Frankie decide seduzi-la. Apaixona-se por ela logo depois. E Drew é aquele homem que gosta de ter muitas mulheres e faz de tudo para que a ex-mulher seja bastante infeliz. 
   Ou seja, meus amigos, tem de tudo. A única coisa que eu realmente gostei e me surpreendeu, não muito porque eu já esperava, mas um pouco, foi o final. Que dá aquele Argh! que tanto gostamos. 


segunda-feira, 9 de maio de 2016

O Mistério de Marie Rogêt

Foto do Livro.


Autor: Edgar Allan Poe.
Editora: L&PM.
Ano: 2012.

"Essa edição traz o enigmático 'Mistério de Marie Rogêt' (1842), conto baseado num fato verídico que ocorreu nos arredores de Nova York, e 1841, quando o corpo da bela e jovem Mary Rogers foi encontrado boiando no rio Hudson. A história, ficcionalizada e ambientada em Paris por Poe, juntamente com 'Assassinatos na Rua Morgue' (1841) e 'A carta roubada' (1844), forma a inigualável 'trilogia Dupin'."
  Resumo no Livro.

O que achei do livro:

   Primeiro que é uma edição de bolso bem curtinha e todo mundo pode ler sem problemas. Não me venham com: "Ah, mas tem muitas páginas." Esse só tem 64 páginas de um mistério surpreendente. E você que não gosta muito de ler, pode começar a praticar. 
  Segundo Dupin é o cara. Ele tem uma mente brilhante e sempre acha as "perguntas certas". Ao se colocar no lugar do assassino nesse conto, ele consegue tecer a teia completa do que teria ocorrido a Marie. Se vocês gostem de Sherlock Holmes, vão gostar do Dupin também. 
   E terceiro: É o Edgar, né? E ele sabe como tecer um mistério.