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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Mona Lisa Overdrive

Fotos do Livro.


Vol. 03.
Autor: William Gibson.
Tradução: Carlos Irineu e Candice Soldatelli.
Editora: Aleph.
Ano: 2017.

" O ciberespaço, essa espécie de alucinação coletiva, está cada dia mais perigoso. As Inteligências Artificiais atingiram a autoconsciência e dividem esse espaço com os mais inusitados personagens, movidos por interesses diversos e intenções nem sempre lícitas. Nesse cenário, três diferentes histórias se entrelaçam e trazem o leitor de volta para o universo de Neuromancer, em uma última e impactante aventura."
   Resumo no Livro.



O que eu achei do Livro:

   Eu terminei esse livro com uma vontade de embarcar mais nesse universo, de querer entender tudo o que eu não acho que captei nessa primeira leitura. Amei a trilogia e vou sim ler mais livros do Gibson assim que possível.

   Mona Lisa Overdrive apresenta três visões diferentes:

  Uma delas é Kumiko, uma adolescente japonesa, herdeira da Maas-Neotek. Como o pai de Kumiko está com algum tipo de problema, ela é enviada para Londres, numa forma de proteção. Mas essa "proteção" só a faria pensar mais em sua vida e em como tudo parecia errado nela. Uma das melhores personagens desse volume. 

   Temos também Slick Henry, um cara que vai perceber que ele não precisa correr atrás de problemas, eles o encontram sozinho. E isso vem no formato de um homem ligado diretamente na Matrix, um homem que ele tem que manter a salvo, conhecido como Count Zero. Quem é esse cara? Ele não faz a miníma ideia, só quer sair dessa e rápido.

   E por último temos a Angie, que vocês já conheceram no livro anterior, só que dessa vez ela está se desintoxicando e precisando se reencontrar. E talvez crer ou não nos loas. Além de ter que sobreviver a bagunça que sua vida aparentemente perfeita se tornou, Angie precisa descobrir onde foi parar Bobby. E o que parecia simples, vai se complicando. 

   Sem contar que nesse último livro acontece o retorno de um dos melhores personagens de toda a trilogia. Recomendo muito. 

Count Zero

Fotos do Livro.


Vol. 02.
Autor: William Gibson.
Tradução: Carlos Angelo.
Editora: Aleph.
Ano: 2017.

" Sete anos após os eventos narrados em Neuromancer, a matrix se estende sobre a Terra, envolvendo pessoas, empresas e informações. Sem qualquer controle, inúmeras Inteligências Artificiais se proliferam e se tornam sencientes, transformando-se em deuses vodus. Eles interagem com a humanidade e ameaçam a segurança de indivíduos e de grandes corporações. Nesse cenário frenético e superconectado, uma guerra está prestes a começar."
   Resumo no Livro.



O que eu achei do Livro:

   Essa é uma das séries de ficção científica que eu mais gosto, depois de Duna é claro. O jeito de escrever e descrever coisas que o William Gibson tem é sensacional. Ele consegue te passar sensações, consegue nos conectar com os personagens e sofrer juntinho com eles. Uma das minhas cenas favoritas de toda a Trilogia é uma do primeiro livro em que o Case lembra-se como conheceu sua ex-namorada no fliperama. O jeito como ele vai descrever a cena, o jeito como ele se lembra das luzes sobre ela, é incrível. Nós que estamos lendo conseguimos nos colocar no lugar dele, conseguimos entender o porquê daquela aflição toda. E temos essa mesma aflição aqui no volume dois. E não entendam errado, não é uma continuação direta com os mesmos personagens, agora temos outras pessoas envolvidas na teia que é a Matrix. Somente um personagem está "presente", de certa forma em toda a trilogia, mas isso vocês vão descobrir quando forem ler.

   Count zero vai nos mostrar a visão de três personagens: 

   O Turner, uma espécie de mercenário, só que daqueles perigosos, que quando sabemos que a missão tem de tudo pra dar merda, escalamos essa pessoa porque ela é capaz de dar um jeito caso algo saia do controle. E é o meu personagem favorito nessa parte do livro. (No livro um foi a Molly.) Turner é escalado pra tirar um homem de um complexo fortemente vigiado, e as pessoas com quem ele terá de trabalhar pode ser um inimigo ou não. 

   Temos a Marly, uma mulher forte, mas que está passando por uma fase ruim na carreira e no amor. Principalmente porque o homem que ela ama é um bosta. Além de estar morando de favor com uma amiga. Marly precisa desesperadamente de um emprego e é por isso que ela é uma isca fácil para o trabalho que um homem mega-ultra rico e excêntrico e que quer que ela encontre o cara que produziu uma determinada "caixa".

   E temos o Conde, Count Zero, nosso Bobby. Gente, toda vez que minha vida estiver na pior, vou me lembrar desse cara. Sem contar que no começo esse é um dos personagens mais zero à esquerda de toda a trilogia. Tudo o que o Bobby quer é ser um hacker, e um dos bons, só que ele não tem experiência nenhuma em embarcar na Matrix. Sabemos que vai dar merda? Sabemos. 

   De todo, é um livro muito bom, cheio de personagens marcantes. Recomendo.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Neuromancer

Fotos do Livro.


Autor: William Gibson.
Tradução: Fábio Fernandes.
Editora: Aleph.
Ano: 2016.

" Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, Neuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade. 
   Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o romance de estreia de William Gibson. Esta obra distópica, publicada em 1984, antevê , de modo muito preciso, vários aspectos fundamentais da sociedade atual e de sua relação com a tecnologia. Foi o primeiro livro a ganhar a chamada 'tríplice coroa da ficção científica': os prestigiados prêmios Hugo, Nebula e Philip K. Dick."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Ler Neuromancer não foi fácil, foi denso e desconcertante em vários aspectos. É um mundo novo, uma realidade da qual não estamos acostumados a viver. Mas que eu gostei muito de ter passado por essa experiência. Estou lendo o segundo livro e apesar de achá-lo diferente do primeiro, confesso que estou curiosa pra saber o que está acontecendo na Matrix. 

   Uma das coisas que me deu uma estranheza no início foi porque eu achava que o filme e o livro seriam duas coisas iguais. Pensava que seria meio obscuro e surreal como a trilogia "Matrix", no caso falo dos filmes. E não foi nada igual, tudo é diferente, há semelhanças, mas são poucas. O universo de "Neuromancer" é complexo e meio assustador em algumas coisas. E ao contrário do filme, a atmosfera no livro é bem colorida, com fliperamas e tudo. Uma coisa meio anos 80. Ou seja, nesse universo há de tudo: pessoas modificadas, realidades alternativas, romance, intrigas, drama, mortes, inteligência artificial, e muitas outras coisas que parecerão absurdas pra você no início.

   Gostei muito do livro, achei todos os personagens bem descritos e de certa forma "reais". William Gibson consegue te deixar a vontade naquele universo bem maluco. A forma dele escrever é bem diferente, é cheia de sensações. Recomendo.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Realidades Adaptadas

Foto do Livro.


Autor: Philip K. Dick.
Tradução: Ludimila Hashimoto.
Editora: Aleph.
Ano: 2012.

" Cinema e literatura sempre andaram de mãos dadas. 
   E quando o assunto é ficção científica, nenhum autor contemporâneo foi mais roteirizado do que Philip K. Dick, nem mesmo mestres do gênero, como Isaac Asimov e Arthur C. Clarke.
   Pouco conhecido no Brasil por sua obra literárias, Dick é um sucesso entre as plateias de cinema, que vai muito além de Blade Runner - O caçador de Androides, ícone cult dos anos 1980 inspirado em um de seus romances.
   A fim de prestar o devido reconhecimento a esse extraordinário autor, Realidades Adaptadas reúne, em uma edição inédita no mundo, os contos de Philip K. Dick que foram adaptados para a sétima arte, levando ao grande público os textos originais que inspiraram roteiristas e diretores a fazer seus filmes. 
   Um convite à leitura, ao entretenimento e a novas descobertas."
   Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   Confesso que não pensava que ia gostar tanto da escrita do Philip K. Dick. Como muitas pessoas comentavam que era rápida e direta, eu achava que seriam textos sem alma, mas não. São excelentes, sem enrolação e com enredos completamente diferentes entre si. Deu até vontade de assistir aos filmes baseados nesses contos. Mas isso vai levar um tempo, não tenho nenhum deles aqui comigo.

   O conto que eu mais gostei foi "Lembramos para você a preço de atacado", um homem com uma vida monótona e simples sonha em ir para Marte. Essa é a meta da vida dele. Ele quer conhecer, quer visitar e quer todas as bugigangas que puder ter desde que venha desse Planeta. Como ele não tem dinheiro para ir pra lá, ele pensa em "comprar" uma lembrança dessa viagem. Ou seja, ele ia sofrer uma operação, mas ao acordar ele realmente ia acreditar que esteve sim em Marte, e teria várias pequenas coisas para corroborar essa lembrança. Isso tudo graças aos serviços da Rekordar S.A., uma empresa especialista nisso. Mas um fato estranho acontece, quando vão implantar essa memória nele, sob o efeito do sedativo narkidrina, o paciente diz que ele esteve em Marte em uma missão ao governo. Isso antes de sequer mexerem na memória dele. Ou seja, o cara realmente havia ido à Marte, mas por algum motivo essa memória foi apagada da mente dele. E desde esse instante tudo o que era para ser um serviço simples foi virando uma montanha russa gigante.

   "Segunda Variedade" é um ótimo conto também. Quando duas potências mundiais estão há anos em guerra e já destruíram mais da metade do mundo, tudo o que resta a fazer é descobrir alguma forma de acabar com isso, e logo. Mesmo que um dos lados tenha que criar uma nova "arma", uma nova forma de aniquilar os inimigos e reconstruir o que der. E não seria melhor se essa "arma" conseguir se arrumar sozinha? 
  P.S.: Não queria viver nesse mundo aí do conto não. 

   E tem mais uma porrada de contos, envolvendo visões do futuro, relatórios minoritários, previsões, mutações, e mais coisas que só a mente desse autor poderia criar. Gostei de todos, alguns mais do que de outros. Recomendo. 

P.S.: Um dia desses estava olhando as pessoas ao meu redor só pra observar se alguém tinha sofrido algum tipo de ajuste. Vai saber, não é mesmo?

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A Mão Esquerda da Escuridão

Foto do Livro.


Autora: Ursula K. Le Guin.
Tradução: Susana Alexandria.
Editora: Aleph. 
Ano: 2008.

" Genly é um estranho vivendo em outro mundo. Sua missão é convencer as pessoas desse lugar a se unirem a uma grande comunidade universal. Mas há muitas diferenças. São outros costumes. Outras lendas. Outras percepções.
   Genly está numa terra única, na qual homens e mulheres existem juntos, dentro de cada indivíduo. Onde qualquer um pode ter filhos, pode ser pai e pode ser mãe.
   No gelado  mundo chamado Inverno, ele terá de esquecer tudo o que sbaia até agora e começar uma jornada de conhecimento, tolerância e descoberta. 
    E desvendar os significados da mão esquerda da escuridão."
    Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   Por eu ter lido e visto muitas resenhas não tão boas assim sobre esse livro, estava com os meus dois pés atrás quando o peguei emprestado na biblioteca. Porque assim se eu não gostasse, não compraria e seria o fim. Mas depois de terminar de ler essa história, eu a coloco ali do ladinho do meu querido "Duna" de Frank Herbert. Não dizendo que são histórias iguais, são gritantemente diferentes. Trazem mundos novos, além de ideias de governos estranhas num primeiro momento enquanto estamos engatinhando nesse mundo do qual nunca ouvimos falar. Terei agora que garimpar os sebos da cidade atrás de uma edição desse livro pra mim. Ursula tem agora um cantinho especial no meu coração. (P.S.: Tem uma notinha do Frank, no livro, sobre essa história da Ursula. Ou seja, amamos simplesmente.)

   Quando lemos sobre um mundo totalmente novo, ficamos completamente perdidos, mas se o personagem principal está quase no mesmo pé que a gente, ficamos confortáveis para acompanhá-lo nessa jornada. Genly Ai é um "alienígena" no mundo de Inverno. Ele está ali numa missão maior, ou seja ele quer que esse mundo se alie com o Ekumen, uma espécie de "ONU", que serve para coordenar e conciliar os planetas, não só no comércio, mas em qualquer dificuldade da qual eles não consigam sair de maneira satisfatória para todos os envolvidos. O problema maior de Genly é convencer esses povos de que essa união será benéfica para todos. O que ele não contava é que o Rei desse lugar era movido pelo "medo" e não estava tão convencido assim de que Genly era o que dizia ser. Seu único aliado nesse mundo é o Primeiro-Ministro Estraven. Alguém que ele sequer confiava totalmente, alguém obscuro.

   A primeira coisa que vocês têm que saber sobre Inverno, é que a população é toda assexuada, ou seja eles não tem um sexo específico, podem ser mulher/homem ou homem/mulher. São todos andróginos, eles só tendem para um sexo específico quando ficam no "cio", então um torna-se masculino e o outro feminino para consumar o ato. Por não terem um sexo específico alguém considerado "homem", durante a história pode sim engravidar. É um lugar onde não há estupros, nem sexo forçado. Eles ficam mais sensíveis e buscam um parceiro somente nesse período. Agora imaginam o horror deles ao saber que Genly não só é um ser vindo do espaço, no caso da Terra, como um "pervertido", já que ele sempre está no "cio", sempre é homem. As pessoas estranham e acabam ficando curiosa com ele. Mas isso não significa que sua missão será fácil. O caminho de Genly torna-se tortuoso e inseguro. E ele terá que confiar em Estraven para salvar não só sua missão, como também sua vida. 

    Esse livro é cheio de diálogos sensacionais, há também partes com lendas sobre o mundo Inverno e é narrado por Genly e também por Estraven. Pode parecer confuso no início, mas depois vocês vão se acostumar. Recomendo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Melhores leituras de 2016

   Sobre leituras eu não tenho do que reclamar esse ano, li tudo o que queria ter lido, não faço metas, detesto. É claro que li coisas muito ruins, mesmo, tanto que nem fiz resenhas para os piores livros. E li muitas coisas boas e fiz resenhas pra indicá-los pra vocês. Nessa postagem vou listar todas as melhores leituras do ano e falar um pouco do porque eu gostei tanto delas. 

01 - Duna - Frank Herbert.

Fotos dos Livros.


   Esse é o amorzinho da minha vida, não só o primeiro, mas os outros dois também. E falta mais três livros que compõe as crônicas de Duna, mas ainda não saíram. A editora Aleph, que publica esses livros aqui no Brasil, lançou metas de publicar o quarto livro esse ano de 2016 duas vezes, se não me engano, mas nada feito até agora. Dizem que 2017 publicarão, espero mesmo que o façam porque até agora eu não sei o que aconteceu com o  tipo de governo dos gêmeos. 
   Duna não é uma leitura fácil, é bem complexa. O primeiro livro, que é o que eu mais gosto, é bem difícil para entrarmos nesse mundo novo em que o autor nos joga. Todo o universo de Duna é diferente, o tipo de governo é outro, eles sofrem muito com a falta de água, existe bastante conspirações, a cultura nesse livro é muito marcante. Lembro que achei várias frases fortes e maravilhosas nesse primeiro volume. Amei os personagens, a história, tudo. Recomendo pra quem gosta de embarcar em novos horizontes e não tem medo de um vocabulário diferente. 


02 - Sandman: volume 01 (Edição Definitiva) - Neil Gaiman.



   Não tinha como não falar nessa HQ. Eu só quis ler porque toda a resenha que eu via as pessoas diziam que amavam, que era perfeita, e só elogios maravilhosos. De raiva, fui e li. E amei. Simples assim. Não tem como você não gostar da trama toda em que Neil Gaiman nos fala sobre Os Perpétuos. É diferente, os arcos narrativos são incríveis e só coisas boas. Ano que vêm a Panini vai relançar o volume 02 e 03. Aproveite e leiam. 


03 - Serial Killers: louco ou cruel? e Serial Killers: Made in Brazil - Ilana Casoy.



   Foram os melhores livros sobre esse tema que eu li. A Ilana sabe conduzir uma narrativa como ninguém. Ela não só nos fala sobre os crimes, como também nos mostra dados e fatos relevantes sobre eles. Não perca a oportunidade de embarcar nessa e a Editora Darkside, lançou agora em Dezembro o terceiro livro dessa escritora, o "Casos de Família".


04 - Os Frutos Dourados do Sol - Ray Bradbury.



   Pelo amor leiam esse livro! Os melhores contos que eu já li na minha vida estão todos lá. A narrativa de Ray Bradbury é maravilhosa. Os contos são curtinhos, mas mesmo assim eu me senti ligada com vários personagens. Tem um conto incrível sobre um homem que mata um conhecido e para escapar da polícia tenta eliminar qualquer vestígio que deixara dentro da casa. Conseguimos sentir a tensão naquele personagem conforme ele não se lembra se tocou em determinado ponto da parede, se deixou alguma marca em outro canto e por aí vai. Toda vez que me falam de contos, esse sempre me vem a cabeça.


05 - O Bebê de Rosemary - Ira Levin.



   Bom, nem vou falar muito porque ontem soltei uma resenha por aqui. É um livro tenso, dá muita raiva de alguns personagens várias vezes, a adaptação cinematográfica é muito boa, e eu só tenho elogios pra ele. Pelo menos no livro houve um vislumbre do bebê demônio.


06 - Ismália - Alphonsus de Guimaraens.



   O poema da minha vida; se vocês não sabiam disso, estão sabendo agora. Eu tenho esse poema inteiro decorado na ponta da língua. E a edição da Cosac Naify dessa obra é linda demais. As ilustrações tem tudo a ver com o poema. Se vocês não compraram, estão esperando o quê?


07 - Grandes Contos H.P. Lovecraft - Martin Claret. (Especialmente o conto: O medo à Espreita.)



   Eu li esse livro todo? Ainda não, estou lendo, por isso vou colocar aqui somente esse conto citado acima. Se houve uma pessoa que conseguia descrever o horror, essa pessoa é Lovecraft. A atmosfera na trama, os personagens bons e ruins, uma maldição que cercava uma família, muitos assassinatos de camponeses, e criaturas. Esse cara era incrível. Leiam, por favor.

08 - A Marca do Felino - Valerie Martin.



   Acho que esse foi um dos livros mais triste que eu li esse ano. A tristeza, a vida dura, companheiros errados das três personagens centrais do livro é intensa demais. Não tem como não gostar de alguma daquelas mulheres, não tem como não sofrer com elas. Procurem esse livro e embarquem na vida de Ellen, Camille e Elisabeth - a mulher gato de Saint Francisville.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Laranja Mecânica

Fotos do Livro.


Edição Especial de 50 anos.
Autor: Anthony Burgess.
Editora: Aleph.
Ano: 2012.

"Ambientado em um futuro impreciso (mas não distante), Laranja Mecânica é a perturbadora confissão autobiográfica de Alex, líder de uma gangue adolescente que se reúne para cometer perversidades e atos de violência pelas ruas de uma metrópole decadente.
   Após uma incursão malsucedida, Alex é capturado pela polícia. Na prisão, é submetido a uma experiência de reengenharia social desenvolvida para eliminar tendências criminosas, cuja finalidade é reeducá-lo psicológica e socialmente. Uma experiência extremamente dolorosa e tão desumana quanto a ultraviolência que o próprio Alex costumava praticar."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro: 

   Vamos, ver... por onde começar? Primeiro eu tenho que contar que nunca assisti ao filme, então meu primeiro contato com a história de Alex e seus druguis foi chocante. Principalmente pelo jeito como a história dele é contada: Alex conta essa história da sua juventude do jeito como ele fala, então às vezes eu tinha que reler todo um parágrafo para tentar captar o contexto e quando não conseguia, assumo, corria para ler o significado da palavra no vocabulário. 



   Alex e seus amigos são rebeldes e problemáticos no auge da palavra. Eles são violentos, traiçoeiros e não pensam em nada além deles mesmos. Eles roubam, espancam, estrupam, invadem casas e daí ladeira abaixo. O que é estranho e nos choca no comportamento de Alex é que ele também é capaz de ver a beleza nas coisas, pois vejam só vocês que ele ama música clássica e sabe bem como diferenciar a maioria dos compositores. 



   O livro como um todo é um choque em cima do outro. Foi uma experiência nova pra mim e curti a leitura, apesar daquele jeito de contar a história. O mais engraçado é quando eu senti pena do garoto - tenham em mente ao ler essa história que Alex tem 15 anos - apesar de tudo o que eu sabia que ele havia feito. Achei horrível demais esse tratamento Ludovico. O ato de tirar o livre arbítrio de uma pessoa é uma coisa cruel. Mesmo o Alex sendo desse jeito maldoso dele. 



   E o mais importante: Que edição linda é essa lançada pela Aleph? O livro é de capa dura, além de ter uma capa, contém ilustrações de Dave McKean, Oscar Grillo e Angeli, além do vocabulário e muitos, muitos extras. E gente, por favor leiam tudo, porque ao lerem vocês vão entender mais ainda sobre a vida turbulenta de Alex.