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terça-feira, 22 de agosto de 2017

A Hora do Lobisomem

Fotos do Livro.


Autor: Stephen King.
Ilustrações: Bernie Wrightson.
Tradução: Regiane Winarski.
Editora: Suma de Letras.
Ano: 2017.

" O primeiro grito vem de um trabalhador ferroviário isolado pela neve, enquanto as presas do monstros dilaceram sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia escapa de uma mulher atacada no próprio quarto.
   Agora, toda vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker´s Mills, acontecem novas cenas de terror inimagináveis. Quem será a próxima vítima?
   Quando a lua sobe no céu, os moradores da cidade são tomados por um medo paralisante. Uivos quase humanos ecoam no vento. E há pegadas por todos os lados de um monstro cuja fome nunca é saciada.
   Ilustrações originais de Bernie Wrightson e inéditas de Giovanna Cianelli, Rafael Albuquerque, Rebeca Prado e Lucas Pelegrineti."
   Resumo no Livro. 



O que achei do Livro:

   Antes de qualquer coisa, deixa eu dizer que espero por esse lançamento aqui no Brasil há anos. Principalmente depois que vi o filme baseado nessa história, que por sinal é muito bom e eu recomendo. Mas bora falar dessa edição lindona que a Suma preparou pra gente? 

   O livro é lindo, em capa dura, com alto relevo em formato de um lobo, o papel usado é um pouco mais grosso do que os que são usados em edições normais das obras do King por aqui. E a melhor parte e a que eu mais gostei: ILUSTRAÇÕES. Um montão delas. E feitas por ninguém mais, ninguém menos do que Bernie Wrightson. E claro, com outras ilustrações inéditas feitas por quatro brasileiros, sendo as minhas favoritas a da Rebeca Prado e do Rafael Albuquerque. 

   A história gira em torno de um lobisomem que começa a atacar uma cidadezinha chamada Tarker´s Mills, o que deixa todos os moradores apavorados porque ninguém sabe quem é o assassino. Essa trama é separada de acordo com os meses do ano e as luas cheias, já que é somente nessa época que ocorre as mortes mais violentas e sangrentas possíveis. Poderia ser um animal de grande porte? Ou uma pessoa fantasiada e lunática? Quem estaria por trás disso?



  De todas as histórias do Stephen, essa é uma das que eu achei mais simples, mais enxuta. Mas não menos interessante. O King sabe construir tramas e personagens como ninguém. Sem contar que nosso "herói" no caso de "A Hora do Lobisomem" é um garotinho numa cadeira de rodas, com uma família problemática. Além de outros personagens secundários únicos.

   Gostei bastante de ter lido, é uma edição pra deixar na estante e reler sempre que sentir vontade.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Tripulação de Esqueletos

Foto do Livro.


Autor: Stephen King.
Tradução: Louisa Ibañez.
Editora: Objetiva / Suma de Letras.
Ano: 2013.

" Nesta aterrorizante coletânea de contos, Stephen King nos mostra mais uma vez por que é um dos mais aclamados escritores da atualidade. Um contador de histórias por excelência, aqui ele revela o amplo leque de suas habilidades, transitando com desenvoltura pelo pavor causado por criaturas abomináveis e por um terror psicológico de gelar o sangue.
   Em 'O Nevoeiro', conto mais longo, uma misteriosa e espessa neblina se aproxima de uma cidadezinha do Maine, trazendo perigos que desafiam a razão humana. Pai e filho precisam enfrentar seus mais sombrios medos na esperança de que esse tormento tenha fim. No entanto, na insana luta por sobrevivência, os personagens perceberão que ficar na rua em meio às estranhas criaturas pode ser tão perigoso quanto ficar em um cômodo fechado com pessoas desconhecidas.
   Na prosa de Stephen King, os protagonistas se veem forçados a lidar com situações fantásticas em que o que está em jogo é a sanidade diante do inimaginável. Onde termina o pesadelo e começa a realidade? Até que ponto a mente humana pode suportar o terror? Embarque nesta jornada com Stephen King e descubra."
   Resumo no Livro.

O que achei do Livro:

   Devo dizer que tenho dificuldades em ler livros de contos, não porque não gosto deles. Gosto. Mas porque na maioria das vezes eu acho boa parte bem "ok" e o resto interessante. E qual não foi minha surpresa a amar esse livro de contos do King? Eu esperava gostar de alguns, mas não esperava gostar de praticamente todos. Então agora tenho que comprar a minha edição desse livro pra colocar na estante, já que essa que eu li é da Biblioteca.

   O conto que me levou a pegar esse livro pra ler, foi "O Nevoeiro", primeiro porque eu amo o filme baseado nele, e segundo porque queria saber se a maldita mulher que ficava pregando no supermercado também existia no livro. E acreditem, a bruxa velha existe e é bem pior! É claro que há algumas diferenças entre filme e livro, mas os dois são excelentes. E sim, eu preferi o final do conto. 

   Quem nunca teve pavor de um brinquedo que achou ou ganhou, não sabe como é sobreviver em casa fugindo do dito cujo, sem que ninguém perceba que você está apavorado com uma coisa supostamente "inanimada". Em "O Macaco", Hal Shelburn está apavorado com um brinquedo que achou na infância. Um macaquinho que é capaz de enlouquecer quem for seu dono. E que será capaz de matar só com uma batida dos seus "pratos". Agora Hal precisa livrar sua família desse mal. 

   Agora um dos contos mais amorzinho e que me deixou querendo um livro só dele, sim, mas acho que só eu compraria, é "O Atalho da Sra. Todd". Quando vi esse conto, não dei nada por ele. Mas quanto mais eu lia, mais apaixonada ficava. Pense em uma mulher que ama e conhece cada atalho de estradas não conhecidas por ninguém, só para não perder tempo com isso. E que a cada curva sente seu verdadeiro "Eu" florescer. (Leiam).

   "A Excursão", na minha opinião é o conto mais com cara de ficção científica do livro todo. E se você pudesse ir para Marte em questão de segundos/minutos através de teletransporte? Mas para isso teria que estar sedado e confiar no pessoal do governo para uma travessia segura?

  "O Processador de Palavras dos Deuses" é o típico conto que faz você ficar com medo das coisas que deseja para si. E se você tivesse uma máquina que tiraria ou traria o que você mais desejasse só utilizando poucas palavras?

   Um dos contos nesse livro me lembrou muito H.P. Lovecraft, de uma maneira muito boa. Chama-se "O Homem que não apertava mãos", e tratasse de um sujeito estranho que sofre uma maldição e torna-se um pária na sociedade. Qual a maldição dele? Descubra lendo.

  Quem nunca teve pavor de alguma pessoa estranha na família, não sabe o terror que o garotinho tem pela sua avó materna, no conto "Vovó". A mulher velha que tem acessos seria alguma coisa ruim? Ele ficaria a salvo até sua mãe voltar para casa? 

   E tem muito mais, é claro que tem uma nota no final do livro escrita pelo Stephen contando onde surgiu algumas ideias para alguns contos. Gostei bastante de ter lido e recomendo.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Escuridão Total Sem Estrelas

Fotos do Livro.


Autor: Stephen King.
Tradução: Viviane Diniz.
Editora: Objetiva / Suma de Letras.
Ano: 2015.

" Na ausência da luz, o mundo assume formas sombrias, distorcidas, tenebrosas. Os crimes parecem inevitáveis; as punições, insuportáveis; as cumplicidades, misteriosas. Os personagens destes quatro contos passam por momentos de escuridão total, quando não existe nada - bom senso, piedade, justiça ou estrelas - para guiá-los. Suas histórias representam o modo como lidamos com o mundo e como o mundo lida conosco. São narrativas fortes e, cada uma a seu modo, profundamente chocantes."
   Resumo no Livro.



O que eu achei do livro:

   Eu não leria esse livro tão cedo, principalmente pelo preço de capa dele, mas um amigo me emprestou e eu o li, até que rápido. Não é meu livro de contos favoritos do Stephen King, ainda gosto mais do livro "Pesadelos e Paisagens Noturnas", mas confesso que foi um dos livros que mais me incomodou ao ler, principalmente porque aquelas pessoas fictícias se parecem com as pessoas que convivemos diariamente. O limite de bondade e maldade é bem tênue. E confesso que muitas vezes ao assistirmos ao noticiário crimes piores do que estão contidos nesse livro são relatados. Então se você, meu amigo, vai ler essa obra, se prepare para descrições muito fortes. 

   No primeiro conto "1992" um agricultor teimoso cisma em ter e administrar as terras que a sua mulher ganhou de herança, mesmo sabendo que ela não queria mais viver ali naquela "fazenda" e preferisse abrir uma loja e morar na cidade. Esse desejo de poder que ele tem, faz com que o amor que ele julgava sentir pela esposa tornar-se ódio. E um ódio brutal, Tão brutal que ele vai convencer o próprio filho que a mãe dele merece morrer. Que isso seria justiça. 
   P.S.: Ah, esse conto me embrulhou o estômago diversas vezes, e se você tem pavor de ratos, cuidado ao lê-lo. E há muita cena de violência gratuita. 

    No segundo conto "Gigante ao Volante" uma escritora policial é vítima de abuso sexual ao voltar para casa por uma dica de "atalho" dada por uma bibliotecária. Quando o agressor julga que a matou, a deixa dentro de um "cano" e foge dali. Quando ela tem certeza de que ele foi embora, e depois de encontrar outros corpos de mulheres naquele lugar, Tess volta ao local do abuso para recuperar suas roupas e sair andando sem rumo até conseguir voltar pra casa. Ela irá relatar o abuso as autoridades ou vai se vingar da forma que puder para voltar a ser ela mesma? Isso vocês vão descobrir lendo.
   P.S.: No começo confesso que achei tudo meio bagunçado, mas conforme a leitura foi fluindo foi ficando melhor de ler. Achei o conto bem estranho e não acreditei em boa parte da trama, mas fluiu bem. 

   No terceiro conto "Extensão Justa" um homem com câncer terminal encontra um vendedor disposto a lhe conceder uma extensão de vida, desde que ele passe o "seu mal" para alguém que odeia. E para viver e porque não se vingar, Dave pede para que seu mal passe para seu amigo de infância. Ele tinha tudo o que Dave nunca teve, incluindo uma mulher que ele namorava na adolescência. E agora as coisas iam mudar.
   P.S.: É o menor conto do livro, mas o mais cruel, porque Dave não tem dó do amigo e da família desse cara, ele quer assistir a destruição até o final. 

   E finalmente no quarto e último conto "Um bom casamento", as coisas ficam feias em um casamento de 27 anos quando a mulher desconfia que seu carinhoso marido tem um terrível segredo. E que esse segredo pode acabar com toda a sua família.
   P.S.: Gostei desse conto, e fiquei chocada com o segredo desse cara. Foi um dos melhores na minha opinião.

P.P.S.: No final do livro Stephen King nos conta um pouco sobre o processo criativo desse livro. 


sábado, 28 de janeiro de 2017

Cujo

Fotos do Livro.


(Biblioteca Stephen King)

Autor: Stephen King.
Editora: Suma de Letras.
Ano: 2016.

" Nos arredores de uma pacífica cidade do Maine, um monstro está à espreita. 
   Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. 
    Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites.
   Nos limites da cidade, Cujo - um são-bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber - se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde acaba sendo mordido por um morcego raivoso.
   A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesadelo de Tad Trenton e de sua mãe, e como destrói a vida de todos à sua volta, é o que faz deste livro um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Apesar de um monte de pessoas que conheço terem detestado esse livro, o que me deixou com os dois pés atrás, eu gostei bastante da história. Achei o começo maçante demais, mas gostei do desenrolar da história e de alguns personagens. Incluindo aquele são-bernardo enorme. Mas também detestei algumas partes por ser totalmente desnecessárias à história. E isso eu explico abaixo.
  


   No começo do livro somos apresentados a muitas pessoas, muitas mesmo. Tanto que às vezes temos que voltar a página para saber qual a diferença entre "esse" e "aquele" personagem. Primeiro temos a lenda macabra de Frank Dodd, um policial maluco que na verdade era um serial killer. Castle Rock agora está livre desta ameaça, mas para que os filhos se comportem, os pais vira e mexe usa esse ser horrível como se ele fosse o novo "bicho papão". Logo depois nos deparamos pela primeira vez com Tad, um garotinho de seus quatro anos de idade, que acha que existe um monstro dentro do closet. O autor relaciona esse medo do garoto ao Frank Dodd, e algumas coisas peculiares acontece, como: a porta do closet que se abre sozinha, cheiro estranho e coisas do tipo. (Essa parte que cita esse serial killer eu achei totalmente desnecessária, mesmo, se tirassem não faria a menor diferença na narrativa, ficaria até melhor. Se o espírito assassino de Frank realmente estivesse 100% presente na narrativa, aí era outra coisa, mas não é. Ele aparece bastante no começo, mas depois some completamente.)

   Depois conhecemos tia Evvie, a mais velha da cidade, George, o carteiro mau humorado, a família Camber, essa sim necessária a história, principalmente por ser a dona do Cujo. Roger, o sócio de Vic Trenton que é pai do Tad e marido da Donna. Tem o escroto e nojento Gary, que vive pouco se fodendo para qualquer pessoa, menos o seu amigo Joe Camber. E vai aparecendo mais alguns personagens pelo caminho. Incluindo o que mais odiei na história inteira, o Steven. 

   Donna Trenton e Steven tinha um caso, até o dia em que ela decidiu terminar e ele bancou o machão que não aceita um rompimento. Não por amá-la, mas por se sentir rejeitado. E nessa rejeição ele decide contar tudo sobre eles para o marido dela, o Vic. Esse que já estava com problemas na empresa e desconfiado de alguma coisa acontecendo com a sua esposa. Sem contar no pequeno Tad, que sente um pavor enorme só de olhar para o closet e saber que há um monstro lá. Essa é a nossa família principal nessa história, cheia de dramas menores, como: infidelidade, infelicidade, amor, e mais algumas coisas.  (E vão por mim, vocês odiarão o Steven, o ego dele é tão grande que se ferido pode massacrar uma pessoa sem pensar duas vezes.)

   Temos também a família Camber: Joe, um mecânico que vive bêbado e maltrata a mulher Charity e o filho Brett. Por ser sempre oprimida no casamento Charity ao ganhar 5.000 doláres na loteria, decide fazer um trato com o marido para que ela e o filho fossem visitar sua irmã mais nova e seu cunhado em outra cidade. Ela queria dar a chance ao filho Brett, para que ele visse que existia outra forma de viver, não só aquele que ele presenciava diariamente. E claro temos Cujo, um enorme são-bernardo, que durante uma perseguição a um coelho, acaba sendo mordido por um morcego, e depois disso contrai raiva. Brett percebe que Cujo está doente, mas sua mãe, por medo de Joe cancelar a viagem, pede que o filho não conte nada ao pai. (O legal do Stephen King nesse livro é que ele nos descreve como esse cachorro se sente, o que ele quer fazer e coisas do tipo. Acompanhamos a incubação da doença nele. E o que ele encara como ameaça quando acha que aquelas pessoas que ele vê são as causadoras de sua doença. Do seu sofrimento.

   Poderia contar mais pra vocês? Poderia, mas como esse livro tem um ritmo lento, o legal é ir acompanhando o desenrolar dos eventos aos poucos. E o mais legal, existe uma adaptação cinematográfica para esse livro. Só que tudo é muito mais angustiante e claustrofóbico. Eu já assisti várias vezes, gosto muito desse filme e recomendo pra vocês. A atuação da mulher que faz a Donna e o garotinho que faz o Tad é incrível. Eu nunca vi uma criança pequena atuar tão bem, eu olhava pra ele e sabia que ele estava em pânico, era visível. 



   Então espero que vocês tenham uma ótima leitura e um bom filme.  ^~ Dê uma chance ao livro, pode ser que você seja como eu e goste realmente dele. Não espere sentir medo, não sentirá. O livro tem uma entrevista com o Stephen King no final.