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segunda-feira, 27 de março de 2017

A Vida de H.P. Lovecraft

Fotos do Livro.


Autor: S.T. Joshi.
Tradução: Bruno Gambarotto.
Editora: Hedra.
Ano: 2014.

" H.P. Lovecraft é o criador de um dos principais gêneros da literatura contemporânea, o terror metafísico, de que Edgar Allan Poe foi o precursor e Stephen King, o mais famoso continuador (para quem Lovecraft "permanece insuperado como o maior expoente do horror clássico").
   São de Lovecraft os grandes clássicos do gênero, como os contos 'O chamado de Cthulhu', 'Nas montanhas da loucura', 'A cor que caiu do espaço', 'A sombra de Innsmouth' e 'O caso de Charles Dexter Ward' (também publicado pela Hedra). Mas se Lovecraft vem exercendo 'uma influência incalculável sobre sucessivas gerações de escritores de terror' (Joyce Carol Oates), para além da própria literatura, 'ele é um nome adorado na cultura pop, e uma influência sobre 'todo mundo', do escritor argentino Jorge Luis Borges ao cineasta Guilherme del Toro, além de um número incontável de bandas de rock e designers de jogos' (Laura Muller, revista Salon). A obra de Lovecraft é, de fato, cada vez mais conhecida - e admirada - em todo o mundo; porém sua vida e sua estranha personalidade, nem tanto. Até agora."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Não é segredo pra ninguém que eu leio muitos livros de horror e ficção científica desde pequena. Me lembro bem ainda de quando achei um livro de alguns contos do Lovecraft, publicado numa edição bem vagabunda com uma capa horrível, em uma das estantes da escola. E confesso que só li porque na capa dizia "Nas Montanhas da Loucura e outros contos", achei o título medonho e levei esse livro pra casa pra ver se o conteúdo fazia ou não jus ao título. Quem era H.P. Lovecraft eu não fazia ideia, mas aquele conto me apavorou muito e me fez buscar mais coisas escritas por ele. Também confesso que como não gosto muito de ler biografias, nunca pesquisei a vida desse autor mais a fundo. E não teria lido esse livro se não tivesse lido e visto resenhas tão incríveis sobre ele e principalmente depois de saber determinadas curiosidades sobre Lovecraft que meio que me chocaram. De certo eu não esperava por nada desse tipo, mesmo que os contos me dissessem isso toda vez que eu os lia. 

   Pra quem assim como eu não sabia, H.P. Lovecraft foi um menino autodidata, que aprendeu boa parte de latim com o avó, que amava astronomia, mesmo sabendo que não podia seguir por esse caminho, já que era ruim em matemática, sendo essa a única matéria que ele sempre tirava as menores notas. Lovecraft perdeu o pai quando ainda era bem pequeno, por isso quem ocupou essa figura masculina na vida dele foi seu avó. Sua mãe sempre foi muito apegada a ele e sempre o manteve por perto, alegando em boa parte das vezes sua "saúde debilitada", afinal ela achava que o filho era muito frágil. H.P. Lovecraft cresceu cercado por mulheres, como sua mãe e suas tias. E ele sempre se considerou um cavaleiro. 

   H.P. Lovecraft foi uma criança solitária, que não gostava da companhia de outras crianças, sempre optava por conversar com adultos. E um dos fatos que eu não sabia é que ele nunca terminou a escola e nunca ingressou em uma universidade, apesar de ser muito inteligente. E que ele alegava que sofreu de colapsos nervosos, mas não se sabe qual a origem dos ataques. 

   H.P. Lovecraft trabalhou durante muitos anos, se não a vida toda, com publicações amadoras. Ele também era racista e xenófobo, o que é bem curioso já que a mulher dele era judia. Também foi conhecido por dar longas caminhadas, pela pobreza extrema que vivia, por sempre responder todas as pessoas que lhe mandavam cartas e pelos amigos que adquiriu durante a vida. 

   Ele não teve a alegria de ter um livro impresso com o seu nome, que era uma coisa que ele buscou muito durante sua vida. E é claro que esse livro traz mais fatos do que esses que eu citei aqui, o autor segue uma cronologia da vida de Lovecraft e comenta sobre seus ideais, seus problemas de saúde, hábitos, e sobre seus contos. Devo dizer que me doeu ler a opinião dele sobre contos que eu gosto muito? Doeu pra caramba. E também senti falta de fotografias nessa biografia, porque às vezes tem tantos dados e tantas datas que se torna meio monótono a leitura. Eu gostei mais do meio pro final do livro, mas isso vai variar de pessoa pra pessoa. Lembrem-se que eu não curto muito ler biografias. 

  Recomendo muito o livro, principalmente por causa dessas curiosidades sobre a vida dele que eu não fazia ideia. Lembrando que tem um diário de leitura aqui no Blog sobre alguns contos desse autor. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A Mulher Calada

Fotos do Livro.


Sylvia Plath, Ted Hughes e os limites da biografia.

Autora: Janet Malcolm.
Editora: Companhia das Letras.
Ano: 2012.

" Considerada uma das poetas mais originais do século XX, Sylvia Plath se suicidou numa madrugada de inverno, em 1963, poucos meses depois de se separar do marido, o também poeta Ted Hughes. Esse gesto último selou definitivamente, em torno de sua vida e sua obra, um campo de forças tão poderoso que por muito tempo opôs não só os vivos aos mortos, como todos aqueles que sobreviveram à tragédia.
   Neste livro, Janet Malcolm - um dos maiores nomes do jornalismo americano, autora de O jornalista e o assassino - se debruçou sobre todas as biografias já escritas sobre Sylvia Plath e sobre as entrevistas com os Hughes, além de adentrar um intricado mundo de cartas, arquivos e delicadas situações familiares. Assim pôde demonstrar, a cada linha, como é tênue o limite que demarca fato e ficção, trafegando o tempo inteiro entre as várias versões do mito. Dotada de elegância e senso narrativo excepcionais, Malcolm mescla psicanálise, poesia, biografia e reportagem, num ensaio de amplitude e profundidade surpreendentes, capaz de envolver o leitor com o magnetismo de uma trama policial."
   Resumo no Livro.



O que achei do Livro:

   Quem me conhece sabe que eu odeio ler biografias, não por desconfiança. mas eu nunca fui chegada muito em ler esse tipo de coisa. A última que eu havia lido foi a do Stephen King, publicado aqui no Brasil pela Darside Books, que eu achei legal, mas não amei. E então eu me deparei com "A Redoma de Vidro", não amei, mas achei bem impactante, e ao saber um pouco sobre a vida da escritora Sylvia Plath, fiquei com uma curiosidade me corroendo. Quem seria a autora por trás daquele livro? Foi assim que encontrei o livro "A Mulher Calada".

   Nesse livro além de lermos sobre o que a autora Janet Malcolm achou de algumas biografias detalhando a vida da escritora Sylvia Plath, temos também uma discussão enorme sobre o poder de uma biografia. Tanto para o bem como para o mal. Além daquela pergunta que não quer calar: Todas as biografias podem ser consideradas como uma verdade absoluta sobre a vida inteira de uma pessoa? O quanto uma pessoa morta pode assombrar a vida de seus familiares? -E não pergunto isso me baseando em histórias paranormais, não, nada disso.

   É um livro complexo esse, aqui você não vai seguir uma linha do tempo sobre a vida da Sylvia, Janet vai e volta sobre os temas várias vezes, ela pesquisou, leu e entrevistou várias pessoas importantes para escrever essa biografia. Além de conter algumas partes de poemas, diários e etc que a sra. Plath escreveu. 

   Recomendo a leitura para que vocês possam tirar suas próprias conclusões. 

domingo, 29 de maio de 2011

Brandon Lee


Brandon Bruce Lee (Califórnia, 1 de fevereiro de 1965 – Wilmington, Carolina do Norte, 31 de março de 1993) foi um ator sino-americano, filho do lendário Bruce Lee.

Biografia

Logo que começou a andar, Bruce Lee, seu pai já o treinava no estilo do Jeet Kune Do. Infelizmente, aos oito anos de idade perde o seu pai repentinamente. Logo depois se mudou para Los Angeles com sua mãe e sua irmã Shannon. Desde pequeno Brandon se interessava por teatro e sua mãe o matriculou na High School of Dramaturgic. Ao contrário de seu pai, Brandon queria ser conhecido por sua habilidade teatral e não pelos seus conhecimentos marciais.
Alguns anos mais tarde ingressou na Faculdade de Emerson em Boston, Massachusetts, juntando-se a uma companhia de teatro. Brandon Lee retorna aos seus treinos de kung fu, conciliando com seus trabalhos teatrais. Volta a treinar na academia de Dan Inosanto e Ted Wong antigos alunos de Bruce Lee.
Faleceu durante as filmagens de The Crow, em português, O Corvo. Uma das cenas filmadas para o filme requeria que uma arma fosse carregada, engatilhada e apontada para a câmara mas, por causa da curta distância do tiro, a munição carregada era de verdade mas sem pólvora. Após a realização desta cena, o assistente do armeiro limpou a arma para retirar as cápsulas, derrubando um dos projéteis no cano. A arma foi carregada com festim (que normalmente tem duas ou três vezes mais pólvora do que um projétil normal, para fazer um barulho alto). Lee entrou no set com um saco de supermercado contendo uma bolsa explosiva de sangue artificial. O projétil que estava preso no cano foi involuntariamente disparado em Lee, atravessando o saco que ele trazia, causando perfurações em seus órgãos internos e partindo sua coluna vertebral, causando sua morte por hemorragia interna, mesmo com a desesperada tentativa de uma cirurgia de seis horas para retirar a bala. Houve rumores de que os negativos com a filmagem de sua morte teriam sido destruídos sem que nunca fossem revelados. No entanto, segundo fontes extra-oficiais, a trágica cena foi incluída na edição final do filme. Existe praticamente um consenso entre os defensores dessa tese a respeito de qual é a tétrica cena: trata-se do momento em que Eric Draven, o personagem de Brandon, é alvejado por diversos policiais e o impacto do tiro que o matou arremessa o seu corpo para trás, fazendo com que ele atravesse a janela às suas costas. É provável que realmente seja essa cena, pois há uma nítida incoerência na continuidade: Eric, alvejado, atravessa a janela de costas e está caindo em direção ao chão, mas na tomada seguinte(quando os estilhaços do vidro ainda estavam caindo ao solo) ele já está ereto e se agarra ao parapeito da sacada do prédio, inclusive já estando de frente para o mesmo, algo que seria inteiramente impossível. Em toda a sequência seguinte à cena da quebra da janela, quando Eric foge da perseguição policial, o seu rosto não é focalizado em momento algum pela câmera, exceto já quase ao final da mesma e de forma bem rápida e ainda estando parcialmente encoberto, quando ele se levanta após uma queda. Em slow-motion, no entanto, é possível verificar que o rosto do ator que interpreta Eric Draven naquele momento não tem nem sequer a mais remota semelhança com a fisionomia de Brandon, sendo que nesta cena não se fazia necessária a presença de um dublê, pois não se trata de uma cena perigosa, apenas se levanta do chão e sai andando, a cena rendeu a Brandon Lee muita popularidade e após sua morte The Crow ainda teve continuidade, porém, sem o expressivo sucesso do primeiro filme.
Nos créditos finais do filme, os produtores incluíram uma homenagem a ele e sua noiva, Elisa Hutton. Sobre o fundo preto, aparece escrita a frase em branco: "For Brandon and Elisa." O casamento de ambos se realizaria no dia 17 de abril de 1993, no México. Brandon, porém, morreu menos de três semanas antes, em 31 de março daquele ano.

Extraído do site de pesquisa: Wikipédia.
Foto: cena do filme The Crow.